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terça-feira, 21 de março de 2017

Colesterol - o (falso) vilão II

Cara ragazza!!

Continuando o assunto do Colesterol, sugiro que oiçam o podcast com o Dr. Souto e Dr. Rodrigo Polesso para compreenderem melhor como devem olhar para o maior indicador de gorduras no sangue...



Através do exemplo mencionado no podcast, resolvi fazer, eu própria, as minhas contas e descobrir se estava ou não em risco cardiovascular. Antes de mais, importa referir que ao contrário do Brasil, onde o valor de referência de colesterol se encontra ainda nos 200, em Portugal este número já baixou um pouco mais, situando-se agora nos 190. (E algo me diz que esta descida, que começou nos 220, continuará num futuro próximo...) 

Ainda assim, é sabido que estes valores de referência não diferenciam as pessoas mais ou menos propensas a sofrerem de doenças cardiovasculares. Contudo, a divisão dos resultados das frações LDL e HDL ajudaram os cientistas a definir quais as pessoas em maior situação de risco. Tudo isto através da divisão do LDL (mau) pelo HDL (bom). Fazendo as minhas contas: 277:91 = 3,04. Segundo o Dr. Souto, o resultado ideal é um índice menor que 4,5. E se a este resultado ainda formos dividir os triglicérides pelo HDL (46:91 = 0,5) e se o valor for inferior a 2, reforça o indicador de que a pessoa não está em risco cardiovascular. Logo, se ainda sei ler e contar, estou completamente fora de perigo. Mesmo com o colesterol mau de 277!!

Para resumir o assunto, o Dr. Souto vai mais longe e conclui: uma pessoa de 70 quilos é gorda ou magra? Obviamente, depende da altura. Se for uma mulher de 1 metro e 50, ela estará com sobrepeso. Se for um homem de 1 metro e 80 com 70 quilos, ele é muito magro. Então, o colesterol 225 da nossa leitora, é alto ou baixo? Não adianta olhar para o valor de referência do laboratório. Depende. Como é o HDL? Como são os triglicerídeos? Como é a glicose? Como é o resto? Mas, falando só sobre esse índice, como é o HDL? Vamos fazer 225 dividido por 45. Deu 5. O ideal é um índice menor do que 4,5. Abaixo de 5 não é péssimo. Vou fazer uma comparação. Vou pegar os 225 de colesterol total dela e ver quanto daria se o HDL fosse 52. Daria 4,3, menos do que 4,5. Então, ela tem razão. Aumentar o HDL é um objetivo mais interessante do que diminuir o colesterol total. 

Normalmente, uma dieta low carb tende a produzir um aumento de HDL. A atividade física também tende a produzir um aumento de HDL. Então, o que podemos sugerir é que ela siga nessa linha de atividade física e cuidando da alimentação. Mas ela precisa saber que às vezes existem limites que a genética impõe nos níveis de HDL. O principal é que os fatores de risco devem ser vistos como um todo. Se a pessoa perdeu peso, ela diminui o risco. Se ela perdeu centímetros da cintura, diminuiu ainda mais o risco do que em todas as outras coisas que falamos até agora. Se ela faz atividades físicas, ela diminuiu o risco em comparação com uma pessoa sedentária. 

Capisce minha gente?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Colesterol - o (falso) vilão I

Cara ragazza!!

Depois de ter passado o último mês a informar-me intensamente sobre o "vilão" Colesterol, resolvi partilhar convosco alguns dos pontos fulcrais deste indicador e desmistificar o drama da morte anunciada numa pessoa com valores acima dos considerados normais (actualmente acima dos 190. Sim porque este número tende a diminuir de ano para ano (220), outro dado curioso ha?! #sóquenão). 


Primeiramente, importa referir que se a medicina tradicional estivesse efectivamente correcta, eu estou em risco de enfarte cardíaco praticamente há quatro anos. Apesar de nunca, repito NUNCA, ter estado acima do meu peso ideal (tendo em conta a altura), e sempre ter apresentado: uma glicemia boa (valores de açúcar no sangue baixos - o excesso deste provoca diabetes), uns triglicérides óptimos (valores de gordura no sangue baixos - o excesso deste provoca a gordurinha localizada), e um HDL sempre fantásticos (valores altos do colesterol "bom"), as minhas análises de há quatro anos para cá mostram insistentemente que estou em risco de panicar a qualquer momento, afinal o meu colesterol LDL (o colesterol "mau") está sempre acima do que é considerado normal pelos médicos (277). 

Posto isto, a minha pergunta é a seguinte: Como pode uma magricela como eu (palavras da médica de família e da ginecologista*) estar, supostamente, em risco de sofrer um ataque cardíaco devido ao excesso de gordura no sangue se não tem gordura suficiente no organismo para entupir os vasos sanguíneos?! Resumindo e baralhando, a indústria farmacêutica encontrou aqui MAIS um motivo mirabolante para nos aprisionar a medicamentos vitalícios e encher-lhes o cofre até ao nosso fatídico dia...

Ainda assim, convenhamos que estou consciente que os meus valores 277 de LDL são completamente diferentes de uma pessoa com excesso de peso, com risco de diabetes e colesterol HDL baixos. Ou seja, cada caso é um caso, e todos os cenários devem ser avaliados individualmente. Afinal, a gordura que corre nas minhas veias (gorduras saturadas) não são seguramente as mesmas que as de um obeso (gorduras trans). Logo, para quem já entende um bocadinho da dieta Low-Carb-HIGH-FAT (baixa em carboidratos e alta em gordura), o medo das gorduras (boas) já foi dissipado há muito tempo. Como tal, viver em pânico com a sentença de morte declarada pelo Colesterol "mau" é só a maior anedota de 2017.

Amanhã continuarei este tema mostrando várias evidências cientificas que provam que a sociedade contemporânea é uma escrava submissa dos medicamentos impingidos pela indústria. Porque medicamentos vitalícios só provam o seguinte:
  1. A não existência concreta de doença. Diabetes e colesterol não são um vírus capazes de serem extraídos dos teu organismo através de um tratamento medicinal, como é o caso da gripe ou do cancro. Como tal, uma simples reeducação alimentar poderão ser suficientes para viveres uma vida plena e saudável.
  2. Será sempre mais fácil tapar as pe(as)neiras com comprimidos do que descobrir e tratar efectivamente o problema na raiz. Muitas vezes só precisamos de aprender a comer para corrigir e suprimir os indicadores negativos que as análises nos relevaram. 
  3. Se existem alimentos que reconhecemos que nos fazem mal para quê continuarmos a ingeri-los só porque alguém nos receitou um comprimidinho milagroso?! 

*segundo a própria, até estou demasiado magra para engravidar.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Erros mais comuns na low-carb...

Cara ragazza!!

Os mais atentos já me "ouviram" dizer que a low carb não é uma dieta milagrosa. Afinal, existem vários erros que são cometidos por iniciantes, devido à falta de acompanhamento especializado. A lista é extensa, mas eu resolvi nomear os mais flagrantes: 


1. Encarar a lowcarb como dieta temporária
Se te identificas com a LCHF, encare como um estilo de vida, como deveria ser, assim como a Paleo. Até porque estamos a falar de uma dieta bem tranquila (e deliciosa), podendo ser seguida a longo prazo. Ao contrário das dietas tradicionais low-fat em que estamos sempre famintos, a contar calorias e preocupados com a próxima refeição dali a 3 horas, com mil marmitas, etc e tal. Se te motivas com metas, usa isso a teu favor e não contra ti. Não queiras emagrecer 8kg no primeiro mês só porque fulano emagreceu. Já sabemos que cada metabolismo é diferente, assim como as condições e sintomas clínicos de cada um. 

2. Querer baixar os carboidratos E a gordura 
Incialmente podes até ver óptimos resultados mas a longo prazo não aguentarás a fome e a falta de energia constante. Quando passares a alimentar-te com mais gorduras do que com carboidratos vais sentir-te mais saciado, já que é possível até jejuar naturalmente dentro de protocolos específicos de jejum intermitente). 

3. Perder o medo da gordura, mas não desapegar-se do carboidrato
Uma das premissas da LCHF é perder o medo da gordura natural dos alimentos. Isso significa comer aquele torresmo delicioso (sem se entupir, obviamente) sem medo de ser feliz, nem de morrer do coração. Na lchf podes comer sem pensar em calorias ou porções, até à saciedade, e permaneceres  satisfeito por muito tempo. E ainda tens a possibilidade de comer ovos, manteiga, bacon, queijos gordos e picanha com gordura. Só precisas de abrir mão dos alimentos ricos em carboidrato, glúten, açúcares (nos seus mais variados nomes).

4. Comer o tempo todo só “porque é low-carb”
Nas dietas low-fat, que baseiam a alimentação em carboidratos, é natural que sintas fome o dia inteiro e consequentemente comerás de 3h em 3h (às vezes até em intervalos mais curtos). Mas na low-carb, como a prioridade não é o carboidrato, não vais necessitar de fazer mil refeições ao dia.

5. Não se informar 
Existem muitos livros ótimos sobre alimentação, além dos blogs. Os meus preferidos são: o blog do Dr Souto, do Dr. Barakat e o Paleodiário que têm imensos conteúdos científicos de alta qualidade e tudo mastigadinho. É só ter interesse, afinal, a saúde é TUA.

6. Não planear
Eu particularmente acho que a LCHF não exige tanto planeamento quanto uma dieta tradicional. Mas, em relação às compras de supermercado, talvez devas elaborar uma lista antes de sair de casa, para não caíres na tentação de trazer produtos industrializados. 

7. Pirar no “zero carbo”
É virtualmente impossível “cortar totalmente nos carboidratos”. Se te alimentas com vegetais, legumes e frutas, estás ingerindo carboidratos em forma de amido (reserva de CHO em plantas), ainda que optes pela abobrinha em vez da batata. Importa apenas que as tuas escolhas sejam consciente. Muitas pessoas vivem apavoradas com os carboidratos da banana e depois entregam-se à primeira oportunidade aos brigadeiros, gelados e batatas fritas. 

8. Viver de receitas (e depender delas)
A minha sugestão é deixar as receitas, que substituem os pratos tradicionais, para os momentos em que realmente estejas deserto por algo diferente - ocasiões especiais. 

9. Deixar uma escorregada acabar com tudo.
Se um dia saíste fora do plano não desesperes e não deixes que UMA refeição vire um dia, uma semana, um mês ou um ano de excessos de carboidratos e açúcares. 

10. Forçar a ingestão de gordura
Assimilar a ideia de que se pode comer a gordura natural dos alimentos é óptimo, mas isso não significa que vais “suplementá-la” a todo o custo. Fritar os ovos e o bacon com manteiga é desnecessário. Afinal, a gordura largada pelo bacon já é suficiente para ele se fritar nele próprio e posteriormente fritares o ovo... Muitas pessoas cometem este erro no inicio da Paleo. Liberar a gordura não significa necessariamente comer à vontade e/ou o dia inteiro.

11. Ovos, bacon, queijos e só?
Quando nos iniciamos na LCHF, é natural ficarmos maravilhados com a possibilidade de comer queijos gordos, bacon, manteiga, natas e tudo aquilo que sempre nos disseram para evitar a vida inteira. Mas tenha sempre em mente que a LCHF não é dieta da proteína. Por isso, não se empolgue demais com os queijos, o bacon, ou o creme de leite e esqueça do que realmente importa: os nutrientes – ou seja, o teu prato deve ser constituído 80% de hortaliças e 20% de proteínas animais.

Mais informações aqui.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O que comer...

Cara ragazza!!

Depois de falar dos benefícios da low-carb e das quantidades ideais dos carboidratos é importante falar do que se pode ou não comer...  

Pode Comer
  • Carne: Vaca, porco, galinha, peru e outros.
  • Peixe: Todo o tipo de peixe e frutos do mar.
  • Ovos: Ovos caseiros são os melhores.
  • Verduras e legumes: Espinafre, brócolos, cenoura e todo tipo de verduras em geral.
  • Nozes e sementes: Amêndoas, castanhas, nozes, semente de abóbora e girassol, etc.
  • Laticínios: Queijo, manteiga, creme de leite, natas, iogurte.
  • Gorduras e óleos: Óleo de coco, manteiga, banha, azeite de oliva e óleo de peixe.

Pode Beber

  • Café (sem adoçante).
  • Chá (sem adoçante).
  • Água


Talvez Sim, Talvez Não

Se não precisas de perder muito peso, podes dar-te ao luxo de incluíres mais carboidratos na tua alimentação.
  • Tubérculos: Batata, batata-doce, beterraba, cenoura...
  • Grãos sem glúten: Arroz, aveia, quinoa...
  • Leguminosas: Lentilhas e feijões.
  • Frutas: Atenção para a quantidade de açúcares das frutas.
  • Chocolate: Prefira os amargos, com mais de 70% de cacau.
  • Vinho: Moderadamente e evite o vinho do Porto, que tem grande quantidade de açúcar.

Elimine Sem Dó

  • Açúcar refinado: Refrigerantes, sumo de frutas, gelados, doces e bolos e tudo o que leva açúcar refinado ou glucose de milho.
  • Grãos com glúten: Trigo, centeio e cevada. Sim, isso inclui pães, massas e cerveja.
  • Gordura trans: Corte todo tipo de gordura hidrogenada ou parcialmente hidrogenada, como margarinas.
  • Produtos “light” e artificalmente low-fat: Todo produto “light”, especialmente laticínios, costuma ser rico em carboidratos e recheado de lixo.
  • Alimentos industrializados e processados: Evita comida com rótulos e  embalagens. 
Mais informação aqui.

terça-feira, 7 de março de 2017

Quantos carboidratos por dia posso comer?

Cara ragazza!!

Uma das minhas maiores dúvidas na low-carb foi descobri o quanto de carboidratos deveria ingerir diariamente. Até descobrir essa informação, limitei-me a comer até à saciedade os legumes, as verduras e as frutas permitidas.





As quantidades deverão depender de vários factores, como por exemplo: se precisa de emagrecer, se pratica exercício físico e se é ou não saudável. As recomendações que encontrei são apenas um guia de orientação... Porque o ideal será encontrar um nutricionista.
  • 100-150gr p/dia - Faixa de consumo moderado e continua a ser low carb. Mas esta opção é mais adequada para pessoas ativas e saudáveis, que estão a tentar secar o corpo sem perder massa magra.
  • 50-100gr p/dia - Esta faixa é ótima para perder peso sem fazer esforço, ao mesmo tempo manténs um pouco de carboidratos na dieta. Para quem engorda facilmente com carboidratos, esta é faixa perfeita para manter o peso.
  • 20-50gr p/dia - Esta faixa distinta-se a todos os que precisam de emagrecer rapidamente, ou porque estão sofrendo de obesidade ou  de diabetes.
Nota: low-carb não é NO-CARB... Por isso, o ideal é descobrires por ti mesmo qual a faixa que se adequa melhor aos teus objectivos. Se tomas algum tipo de remédio é importante contactares o teu médico antes de iniciares o processo, porque esta dieta reduz drasticamente a necessidade de medicamentos.

Para saber a quantidade de carboidratos dos alimentos cliquem aqui!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Benefícios da Low-Carb

Cara ragazza!!

Quem desse lado já compreendeu as vantagens de seguir um estilo de vida "low-carb"? Ou quem já tentou e quem está tentado a experimentar mas ainda está um pouco reticente?! Preparem-se porque vamos fazer uma revisão do que foi dito até agora...

Existem várias pesquisas que demonstram a eficácia do corte dos carboidratos na alimentação para quem pretende emagrecer de vez, sem precisar de contar calorias, e para melhorar a saúde no geral. Até há bem pouco tempo, as dietas assentes em baixos nível de carboidratos eram consideradas prejudicais à saúde porque promoviam o consumo de gordura, principalmente da gordura saturada. Todavia, a ciência já se cansou de provar que a gordura saturada é inofensiva ao organismo. 

Desde então, cada vez mais as pesquisam asseguram que as dietas low-carb emagrecem mais do que as dietas low-fat e ainda melhoram os índices de glicose, colesterol, triglicérides e outros marcadores de saúde. Apesar do alto consumo de gordura, as dietas low-carb não aumentam o colesterol LDL (o mau), embora isso possa acontecer com uma minoria de pessoas.

Benefícios das Dietas Low Carb
  1. Dietas Low-Carb saciam mais... A fome é o maior inimigo de qualquer dieta e a principal causa de abandono delas. Uma das grandes vantagens das dietas low-carb é a redução automática do apetite. As pesquisas mostram constantemente que as pessoas acabam ingerindo menos calorias quando cortam os carboidratos e comem mais proteína e gordura. Na verdade, os pesquisadores comparando dietas low-carb e low-fat são forçados a restringir o consumo de calorias nos grupos de dieta de pouca gordura para poderem comparar os resultados.
  2. Dietas Low-Carb emagrecem mais... Cortar carboidratos da alimentação é uma das formas mais simples e eficazes de emagrecer. Diversas pesquisas mostram que pessoas em dietas low-carb perdem mais peso e emagrecem mais rápido do que em dietas low-fat, até mesmo quando há restrição de calorias nas dietas low-fat. Em pesquisas comparando os dois tipos de dieta, quem faz a LC chega a perder 2 a 3 vezes mais peso, sem passar fome.
  3. Baixa o nível de triglicerídeos no Sangue... Triglicerídeos são moléculas de gordura, e o nível deles no sangue é um forte indicador de risco de doenças cardíacasPode parecer estranho, mas o principal causador dos altos níveis de triglicerídeos é o consumo de carboidratos, principalmente na forma de frutoseQuando as pessoas cortam os carboidratos, os níveis de triglicerídeos tendem a cair drasticamenteJá as dietas low-fat podem fazer o nível de triglicerídeos subir em vários casos.
  4. Melhora os níveis do HDL (colesterol bom)... Sabemos que quanto maior os níveis de HDL, menor o risco de doenças cardíacasUma das melhores maneiras de aumentar o HDL é consumir gordura. E as dietas low carb incluem bastante gorduraAssim não é surpresa descobrir que os níveis de HDL sobem bastante em dietas LC, enquanto tendem a se manter estáveis ou até mesmo a cair em dietas de baixa gorduraA proporção de triglicerídeos: HDL é outro forte elemento que ajuda a avaliar o risco de doenças cardíacas. Quanto maior for essa proporção (ou seja, quanto mais triglicerídeos e menos HDL), maior é o risco de cardiopatias. Ao reduzir os níveis de triglicerídeos e aumentar o de HDL, as dietas LC contribuem muito para melhorar essa proporção.
  5. Reduz os níveis de glicose e insulina no sangue... O corpo digere os carboidratos transformando-os em açúcar simples (principalmente glicose) no trato digestivo. De lá, esse açúcar cai na corrente sanguínea e eleva os níveis de glicoseComo níveis elevados de açúcar no sangue são tóxicos, o corpo reage com o hormônio insulina, que sinaliza para as células absorverem e armazenarem a glicose. Para as pessoas saudáveis, a liberação da insulina resolve rapidamente o problema. No entanto, muitas pessoas sofrem com esse sistema do corpo lidar com a glicose. Essas pessoas têm a chamada “resistência à insulina”, o que significa que o corpo tem dificuldade de armazenar a glicose nas células, mesmo com a libertação de grandes quantidades de insulina. A resistência à insulina pode levar à diabetes tipo 2, que ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina o suficiente para retirar a glicose da corrente sanguínea após as refeições.

<<DiabetesTrata-se de uma doença bastante comum, que afeta mais de 300 milhões de pessoasE a solução para o problema é bem simples. Ao cortar os carboidratos, você reduz ou elimina a necessidade de insulina. Assim, tanto os níveis de glicose como o de insulina caem bastante nas dietas Low-Carb. De acordo com o dr. Eric Westman, que tratou muitos diabéticos usando uma abordagem low-carb, ele conseguiu reduzir a dose de insulina de seus pacientes em 50% já no primeiro dia. Em uma pesquisa com diabéticos de tipo 2, 95.2% conseguiram reduzir ou eliminar o uso de remédios dentro de 6 meses com as dietas low-carb.Importante: se você atualmente está tomando remédios para reduzir o nível de glicose, é bom falar com seu médico antes de alterar seu consumo de carboidratos. A dosagem do remédio precisa ser ajustada corretamente para evitar hipoglicemia.>>

Mais informações aqui.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Frutas, pode?

Cara ragazza!!


Actualmente, não restam dúvidas sobre as vantagens resultantes da escolha de uma sobremesa oferecida pela natureza (fruta) e a sobremesa oferecida pela industria... Contudo, mesmo que a tua escolha seja sempre a primeira, há quem defenda que as frutas devem ser totalmente evitadas e outros não. E eu perguntei ao Dr. Souto, porquê? 



Primeiro, porque as frutas da era do paleolítico não são mais as mesmas das de hoje. A humanidade, por milhares de anos, selecionou, através de cruzamentos seletivos e outras técnicas, as frutas com maior quantidade de açúcar e, portanto, mais saborosas. Basta comparar frutas silvestres com as variedades cultivadas, e você verá imediatamente que as frutas silvestres são muito menos doces, menores e mais ácidas. E, não por acaso, muito mais ricas em nutrientes. 

Segundo, as frutas do paleolítico não estavam disponíveis em grandes quantidades e durante o ano inteiro. Às vezes esquecemo-nos, mas não havia pomares nem mercados no paleolítico... As pessoas consumiam algumas frutas silvestres, e não três potes cheios de salada de frutas (modernas e doces). Faziam-no apenas quando encontravam uma árvore frutífera. Sim, porque afinal  não havia frigoríficos no paleolítico, de modo que as pessoas consumiam frutas frescas de forma sazonal, e não todos os dias, o ano inteiro.

Terceiro, as frutas não são todas iguais. Há frutas com grande quantidade de açúcar e pouca fibra e há frutas muito nutritivas e com baixo índice glicêmico.

E por último, as pessoas não são todas iguais. Há pessoas diabéticas, que precisam evitar o açúcar. Há pessoas que precisam perder muito peso ou que tem dificuldade para perder peso, para as quais alimentos que elevam a insulina (é o caso de algumas frutas muito doces) serão contraproducentes. Há outros pacientes que desejam fazer uma dieta paleolítica apenas para melhorar a sua saúde e bem estar, mas que não precisam perder muito peso e para as quais não há necessidade de restringir nenhuma fruta.

Confuso? Vamos tentar simplificar ao máximo, com as seguintes regras gerais:


  1. Se você não precisa perder peso, e apenas quer melhorar sua saúde com a dieta páleo: pode consumir frutas à vontade (juntamente com carnes, ovos e hortaliças).
  2. Se você precisa perder peso ou já tem resistência à insulina (glicose no sangue já se alterando, mas ainda sem diabetes), deverá consumir frutas com moderação, 
Para compreenderes melhor o percentual de carboidratos das frutas, repara nas seguintes imagens:
  • Morangos, Mirtilo (blueberry), framboesas, amoras, pitangas são as frutas que menos contém açúcar;
  • Ameixas, melão, pêssegos e nectarinas, laranjas, bergamotas, maçãs, peras e papaya contém níveis moderados de açúcar. E nesta ordem (ameixas e melão contém menos açúcar);
As outras frutas contém muito açúcar, logo deverão ser consumidas em pequenas porções, ou por pessoas que tolerem uma quantidade maior de carboidratos: bananas, figos, uvas, manga, abacaxi e melancia. Mas lembre-se, é tudo uma questão quantidade. Uma bergamota ou um pedaço de mamão (ao invés de uma metade inteira) terá pouco impacto. Já uma única banana, por exemplo, contém cerca de 24g de açúcar.

Na minha opinião, as frutas vencedoras são os morangos. Saborosos, nutritivos, disponíveis. Para consumir a quantidade de açúcar de uma banana, você precisaria comer 25 morangos! E a carga de nutrientes seria muito maior. Uma sobremesa deliciosa (que embora não seja páleo, é de baixo carboidrato) são frutas vermelhas com natas batidas (adoçada com adoçante, evidentemente; sugiro sucralose). Ameixas e pêssegos são outras boas opções para sobremesas. Estou falando das frutas naturais, e não de conservas ou ameixas secas.

Outra nota importante é que as frutas não são bons lanches. Pelo mesmo motivo que você não deve beber de estômago vazio (o álcool é absorvido mais rapidamente), você não deve comer frutas de estômago vazio (o açúcar no sangue vai subir mais rapidamente, e você vai ficar com FOME 1 ou 2 horas depois, quando o açúcar no sangue baixar). Lanche low carb é feito de proteína e gordura (queijo, presunto, salame, etc.).


Não poderia deixar ainda de mencionar as frutas virtualmente SEM açúcar: abacate e coco. Um abacate inteiro tem o açúcar de 2 ou 3 morangos. Você pode raspar o interior de um abacate, colocar num xícara com um pouco de limão e umas gotas de adoçante (sucralose) e está feita a sobremesa/lanche. O mesmo vale para o coco. Tome cuidado para comprar coco ralado não adoçado! Você pode misturar com leite de coco, adoçar com sucralose, e você terá uma cocada low carb.  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Alimentos anti-inflamatórios


Cara ragazza!!

Hoje, dou-te a conhecer uma lista de alimentos anti-inflamatórios que são extremamente benéficos para a limpeza interna do nosso corpo. Pertencem a um conjunto heterogéneo de substâncias formadas por vitaminas, minerais, pigmentos naturais e outros compostos vegetais, além das enzimas, que bloqueiam os danos dos radicais livres. Nunca te esqueças que a natureza é sábia e podemos dispor dela para alcançar o alívio de sintomas de todo tipo de doenças ou até a cura total. Os mais importantes:
  • Peixes: Os mais ricos em óleos naturais, como o salmão, atum e sardinhas, são excelentes para reduzir a inflamação, devido à grande quantidade de ômega-3 nesses peixes. Para funcionar, porém, precisa ser preparado de maneiras saudáveis, sem abundância de sal e sem ser frito.
  • Brócolos: Um dos melhores compostos naturais para combater doenças são os sulforafanos, que estão presentes nos brócolos. Eles ajudam no combate à inflamação exagerada do sistema imune. Pra quem não gosta de brócolos, o repolho também tem as mesmas propriedades. A vitamina C contida neles também é um agente anti-inflamatório e ajuda a diminuir a proteína C reativa em até 45%.
  • Tomate: Contém licopeno, que ajuda a combater a inflamação dos pulmões e de outras partes do corpo. Quando ele é cozido ou passa por algum preparo, isso eleva a concentração desse composto, então os molhos também funcionam.
  • Beterraba: Além da betalaína, pigmento que dá a cor roxa, ser um ótimo composto anti-inflamatório, ela contém antioxidantes, vitamina C e fibras.
  • Pepino: Diurético natural e anti-inflamatório que ajuda a eliminar as toxinas, além de ser rico em vitaminas A e C, e sais minerais.
  • Abacate: Possui em sua composição uma substância de ação anti-inflamatória, o beta-sitosterol, que faz com que as células exerçam melhor suas funções.
  • Melão: Importante na alcalinização do pH sanguíneo e anti-inflamatório. Suas sementes podem ser trituradas, garantindo maior fornecimento de fibras.
  • Sumo de Uva natural: Antioxidante e anti-inflamatório.
  • Nozes: Além de ajudarem a combater a inflamação, os antioxidantes das nozes colaboram com a reparação dos tecidos que foram danificados por ela. Junto com os peixes e os vegetais de folhas verdes, elas fazem parte da dieta do mediterrâneo, que é mundialmente conhecida por baixar os níveis inflamatórios do organismo.
  • Gengibre e Cúrcuma: Ambos os temperos têm propriedades anti-inflamatórias. A cúrcuma, aquele tempero que dá ao curry sua cor amarela, mostrou aos cientistas que ajuda a “desligar” uma proteína que regula o sistema imune, a NF-kappa B, e assim, regula a inflamação.
  • Alho: Seu poder de combate à inflamação e doenças já é conhecido há muito tempo. Ele funciona tão bem que a sua ação no organismo é comparável a medicamentos como o ibuprofeno, impedindo que as reações que levam a inflamação aconteçam no corpo.
  • Azeite de oliva: Rico em gorduras monoinsaturadas, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. O extravirgem possui taxa de acidez inferior a 1%.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Crianças e Grávidas podem ser Low Carb?

Cara ragazza!!


Por vezes, a preguiça de perguntar sem pensar primeiro deixa-me completamente perplexa... Ou será que uma alimentação baseada em:

  • Alimentos naturais, orgânicos e não-processados/industrializados;
  • Carnes, peixes e aves, de preferência criados ao ar livre;
  • Saladas em abundância;
  • Frutas (SEM restrição);
  • Usar azeite de azeitona à vontade;
  • Não comer porcarias, como biscoito recheado, doces, etc. E, por extensão, nada de farináceos;
  • Não usar óleos extraídos de sementes (soja, milho, etc), ricos em ômega 6

    Colocará ALGUÉM em risco? Seja elas crianças, jovens, adultos, grávidas ou idosos?! 

    Será que depois do post de ontem ainda restem dúvidas sobre as vantagens de seguir uma dieta baixa em carboidratos? Pergunto-me se já conseguiram entender que são os próprios carboidratos processados/industrializados que prejudicam o bom funcionamento do nosso organismo? Afinal, são eles os responsáveis pelo aumento das doenças cardiovasculares, aumento de gordura no fígado, diabetes, e por aí adiante... Assim sendo, porque raio um plano alimentar que contraria o aparecimento destas doenças pode ser nocivo para uma criança ou uma grávida?! Palavra-honra que acreditam mesmo que o arroz branco (que é amido puro, sem nenhum valor nutricional) é benéfico para alguém?

    Entenda que Low Carb não é No Carb. Existem vários carboidratos com elevados valores nutricionais, tais como:
    • Frutas (inclusive abacate);
    • Batata doce;
    • Inhame;
    • Quinoa, gergelim;
    • Feijão e lentilha (apesar de não serem Páleo, no processo de crescimento de uma criança e de um bebé na barriga da mãe não tem problema nenhum). 

    Desta forma, voltamos sempre ao início da questão, estando grávida ou não, a base da nossa alimentação deve ser SEMPRE comida de verdade. E, dentro deste contexto, não há como errar. Daí considerar a Low Carb um estilo de vida e não uma dieta. Dado não se tratar apenas de um plano alimentar definido por alguém para nos ajudar a atingir determinados objectivos. Raramente alguém que se inicia na Low Carb (na ingestão de comida de verdade) volta aos industrializados depois dos objectivos concluídos. 

    Posto isto, será que respondi à pergunta inicial ou o ideal será mesmo entupir as crianças com bolos, bolachas, gelados, massas, pizzas e arroz? Tomem nota: crianças não vão ao supermercado nem cozinham sozinhas, logo se as análises delas registarem défices nutricionais a culpa será sempre do adulto responsável por ele.

    Um estudo publicado em Agosto, no “Journal of Child Psychology and Psychiatry” revelou que o excesso da ingestão de açúcar e gordura na alimentação da mãe durante a gravidez pode ter impacto no desenvolvimento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) nas crianças. A pesquisa mostrou ainda que durante o pré-natal é fundamental dar preferência ao consumo de gorduras como ômega-3, presente em peixes, oleaginosas e frango. Estes alimentos são considerados importantes na formação neural do bebê. É fundamental que as mamães se alimentem com nutrientes ricos em proteínas, ferro, cálcio e também ácido fólico. É importante seguir o apetite e não passar nenhuma vontade, sendo natural que nos três primeiros meses as mulheres sintam menos fome por conta dos enjoos, e um tempo depois venha aquela vontade súbita de comer alguma coisa. Muitas mulheres engravidam já em um nível considerado obeso, e com a gravidez acabam ganhando mais alguns quilinhos, então preciso redobrar atenção nos alimentos que serão ingeridos e é recomendável que a gestante beba água constantemente, de 1,5 a 2 litros por dia. Consuma pelo menos três frutas por dia, além de legumes e verduras no almoço e jantar. Fracione as refeições em seis a oito vezes ao dia, com pequenas quantidades, e mastigue devagar. Lembrando que o acompanhamento de um nutricionista é fundamental, pois cada pessoa tem um estado clínico diferente! No entanto, há algumas recomendações gerais: Muitos alimentos podem trazer incômodos para as mães e para os bebês, como gases, enjoos e azia. No primeiro trimestre, a ingestão de líquidos, ferro e ácido fólico é muito importante. Além destes, procure consumir alimentos que contenham: vitaminas A, B1, B3, B6, C e D, carboidratos, proteínas, cálcio, magnésio, lipídeos, niacina. - Dr. Barakat

    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

    Quantidades de Carboidratos nos Alimentos







    Acho que vou imprimir estas imagens e colocar na carteira!
    Cara ragazza!!

    Viver e escrever sobre a Low Carb envolve curiosidade e pesquisa diária. Felizmente, há mais informação na internet do que possamos imaginar. A forma que encontrei para compilar tudo o que vou descobrindo sobre o tema é dedicando-lhe um post no blog. Desta vez, enquanto navega na net descobri este site que através de imagens exemplificava a quantidade de carboidratos que cada alimento continha. 

    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

    Compulsão Alimentar II

    Cara ragazza!!

    Para finalizar o post sobre compulsão alimentar, resolvi transcrever na integra o artigo do Dr. Barakat que tão bem explica o fenómeno e a forma de o contornar. 



    "(...) Sabe aquela vontade incontrolável de praticar determinada atitude? Aquele momento em que parece que saciar determinada vontade é mais importante que qualquer outra coisa? Pois é... Estes podem ser indícios de uma compulsão. Seu mecanismo é como um vício, que desencadeia no organismo a percepção que ele necessita de algo. Muitos ainda restringem o termo “vício” às drogas ilícitas, ao tabaco e ao álcool. Estes sem dúvida são produtos que podem levar à dependência física e, sobretudo, emocional. Agora, o que as pessoas tendem a não reconhecer é que outras atitudes podem ser compulsivas também. Comer demais, comer e mandar tudo pra fora (bulimia), não comer (anorexia), praticar exercício físico em demasia, jogar, mentira (sim, há pessoas viciadas em mentir), amar demais, etc...

    Podemos dar diversos nomes às compulsões, mas o fato é que, independentemente do nome do “produto” de escolha, os efeitos no nosso organismo, nossa mente, nosso espírito e nas nossas emoções são os mesmos. Lembra o quanto falamos aqui sobre como os efeitos do açúcar branco sobre o cérebro são semelhantes aos do uso da cocaína? Muitos que recorrem a um ou mais estratégias podem estar na verdade tentando preencher alguma lacuna, resolver alguma questão emocional. Quantos de vocês diante do fim de um relacionamento recorreram à comida, ao álcool ou simplesmente, não conseguiam mais comer?
    Percebemos que o ser humano tende a estar preparado para ser feliz, mas não para lidar com frustrações e traumas. Muitos, então, migram para alguma atividade que lhes traga alívio. Entretanto, esta “sensação” é momentânea. Muitos até conseguem parar por determinado tempo, mas logo retomam velhos hábitos, porque não trataram a real causa de seus problemas.
    Para romper os fios que ainda o prendem a determinada compulsão (ou “ões”) é preciso primeiramente reconhecer esta fragilidade. Também é preciso identificar os “gatilhos” – ou seja, em quais circunstâncias você é levado a praticar determinada atitude. A alimentação saudável é importante aliada, pois ela ajuda o organismo a entrar em equilíbrio. Ter um suporte multidisciplinar e, sobretudo, compreender que somos humanos, e falhas, será o início da caminhada para reverter à situação e recomeçar uma nova história. Lembre-se: perseverança, fé e amor. É possível! A compulsão alimentar, como o próprio nome já diz, é a atitude de comer em excesso. Mas, o que leva um indivíduo a este descontrole? Acontece que cada decisão que tomamos sobre alimentação é influenciada por questões que vão além da fome. Muitas vezes a “vontade de comer” é desencadeada por impactos emocionais, forças mentais e fisiológicas que, muitas vezes, estão fora da nossa consciência e controle.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a obesidade em todo o mundo mais do que duplicou desde 1980 e que a maioria da população mundial vivem agora em países onde a obesidade e o excesso de peso são responsáveis ​​por mais mortes do que estar abaixo do peso (WHO 2015).

    O Transtorno do Comer Compulsivo ou Compulsão Alimentar é tão preocupante quanto os transtornos alimentares onde o indivíduo se priva da comida ou utiliza métodos purgativos após comer. É preciso ter consciência que tudo em excesso faz mal! Mas ao contrário dos outros transtornos, o indivíduo que possui compulsão alimentar não está preocupado irracionalmente com o peso e o formato do corpo. Eles apresentam episódios de “voracidade fágica”, semelhantes aos bulímicos, onde tem necessidade de se alimentar compulsivamente, e aí nasce o termo “compulsão alimentar”. O que difere quem sofre de bulimia para o Transtorno do Comer Compulsivo é que, no segundo, não se expele o alimento após a alimentação, uma vez que pacientes com essa compulsão são, em sua grande maioria, obesos. 
    Agora, é preciso estar atento. Estes episódios não são restritos apenas aos obesos. Lembre-se que o acto de comer em excesso é sinónimo de gula. Se você tem comido mais do que o necessário, fique atento: você pode estar fora de controle. Geralmente, este desvio alimentar descontrolado é ocasionado por outros fatores, que nada tem a ver com a fome. Pode ser ansiedade, preocupações, insegurança. É preciso identificar os gatilhos que levam à prática da compulsão por comer. Ao nomear o que leva ao descontrole, você poderá encontrar meios de controlar esta “fome”.


    A chave para vencer a gula é a motivação por alcançar saúde e qualidade e vida. A prática de exercício físico e meditação são algumas medidas que vão ajudar você a vencer esta fase. Leia os rótulos dos alimentos, diga não ao fast food, às refeições industrializadas, refrigerantes e todos estes alimentos que não possuem valor nutricional. Siga o conselho do filósofo Sócrates: “coma para viver, não viva para comer”. De preferência ao que chamamos de “comida de verdade”. São aqueles alimentos que devem ser consumidos frescos, não processados, orgânicos.
    Alimentos que podem ser “viciantes”
    Costumo dizer que os quatro males mais nocivos à saúde são os quatro pós brancos: açúcar refinado, farinha refinada, sal refinado e o aspartame e/ou sucralose, mais em específico o aspartame – sendo estes aqueles que ingerimos, porque ainda há o quinto pó branco maléfico: a cocaína. 
    Uma coisa muito importante para entender é que o açúcar refinado é nocivo, sim, como comentei todos esses dias. Mas ele não é o único. Acredite, a farinha branca refinada exerce o mesmo efeito sobre glicemia, insulina, pâncreas e fígado, causando os mesmos efeitos de acúmulo de gordura e hiperglicemia, e o adoçante em excesso é capaz do mesmo processo, gerando uma insulinimia, ou um pico insulínico e resistência periférica à insulina.  Logo, fugir do açúcar e exagerar no diet faz tão mal quanto os produtos normais.
    Resumindo: iniciar a ingestão de açúcar desencadeará um ciclo vicioso, porque a insulina irá ficar alta, e, permanecendo alta, irá gerar fome, você comerá açúcar, voltará a estimular a insulina, e esse ciclo se repete, fazendo com que você fique com vontade de comer carboidratos o dia inteiro. Quando estiver com fome, sempre opte por evitar o consumo de açúcar ou farinha branca – escolha uma gordura saudável, uma fruta com muita fibra ou mesmo um alimento proteico, e se você insistir na fatia de pão (de preferência sem glúten), acrescente uma proteína (pode ser ovo), pois isso irá gerar uma saciedade maior. Quando unimos um alimento proteico ao carboidrato, essa proteína tem uma saciedade não tão rápida quanto o açúcar, mas é mais prolongada, e assim equilibra a ingestão desse carboidrato.
    Açúcar
    Atenção: o açúcar vicia como uma droga, como a cocaína. Quem nunca percebeu que, ficando longe do açúcar, é possível se controlar? Basta iniciar o consumo de açúcar que automaticamente o corpo começa a pedi-lo durante o dia inteiro. Por que isso acontece? Simples...
    Muito se fala em moderação de consumo, mas eu acho que “moderar” não é a melhor saída, pois se estamos falando de uma pessoa que também consome outros alimentos que contenham muito açúcar, como refrigerantes, doces e etc., a moderação não serve de nada! Você coloca pouco açúcar no seu prato, mas bebe duas latas de coca-cola e aí acha que está fazendo certo, mas não é bem assim. Como já disse, essas latas equivalem a quase quatro colheres de açúcar, o que causa um aumento glicêmico no sangue, e aí as doenças ficam apenas aguardando para acontecerem...
    Não estou falando para vocês pararem com o açúcar de vez, até porque é aos poucos que os hábitos mudam, mas atentem-se na redução! É comprovado que nenhum deles traz benefícios, então porque continuar consumindo? Infelizmente a necessidade do doce, do alimento açucarado e etc, é tão forte que fica impossível retirá-los da dieta. O grande malefício do açúcar refinado é que, por não conter nenhum nutriente, ele é digerido instantaneamente pelo organismo e os níveis glicêmicos se elevam rapidamente, o que é perigoso por conta do depósito de gordura nas células.
    Um dos efeitos nocivos da subida rápida e exagerada da glicose sanguínea é o aumento da secreção de insulina pelas células do pâncreas. Esse hormônio é responsável por jogar a glicose para o interior das células, onde ela será metabolizada para se transformar em energia. Insulina em excesso pode baixar as taxas de glicemia rápido demais, o que abre o apetite e faz com que a pessoa coma novamente – e engorde.
    Além disso, há o risco do desenvolvimento de uma condição chamada resistência à insulina, que pode levar ao diabetes. Uma descoberta recente explica as razões: a gordura em excesso funciona como uma glândula produtora de hormônios que desregulam o apetite, como a leptina, a resistina e a adiponectina. A resistência à insulina caracteriza-se pela dificuldade das células do organismo em reconhecer o hormônio, o que pode levar ao acúmulo de glicose no sangue e, consequentemente, a uma produção exagerada de insulina.
    A boa notícia é que sim, existem opções saudáveis para o consumo de açúcar.
    O agave, por exemplo, que é muito comentado como opção 2 para o açúcar branco, é mais calórico e tem um poder adoçante muito maior, então se você quiser utiliza-lo como opção, ok, mas se atente ao excesso da ingestão deste produto! Apesar de ter um IG menor do que o açúcar refinado, ele é mais calórico, então vale consumir pouco. Já o açúcar de coco, é rico em potássio, ferro, zinco e fósforo e tem um IG muito baixo. Apesar de ser mais calórico que o açúcar refinado, tem sabor, então dá para usar em menores quantidades, sempre com moderação. Outra ótima alternativa é o uso da stevia, que não tem caloria nenhuma e não traz impacto nenhum no IG, além de ter um poder adoçante quase 300 vezes maior do que o próprio açúcar. Na sua versão em pó, a stevia é rica em magnésio, manganês, potássio, selênio, zinco e vitamina B3. Ele também é indicado em situações de azia, na diminuição de triglicerídeos, colesterol e obesidade, mas se for cozinhá-lo em pratos, atentar-se ao fato de que ele não aguenta temperaturas superiores à 120ºC! As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo.
    A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação e apesar de deixá-los com uma aparência melhor, os aditivos “roubam” a maioria dos nutrientes. Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes. . A matéria-prima do nosso açúcar é a cana. Antes de chegar à nossa mesa, a planta passa por diversas etapas de fabricação. Primeiro, ela é moída para extrair o caldo doce. Depois, começa a purificação, em que o caldo é aquecido a 105 ºC e filtrado para barrar as impurezas. Em seguida, o caldo é evaporado, vira um xarope e segue para o cozimento, onde aparecem os cristais de açúcar que a gente conhece. Por último, os tipos mais brancos de açúcar ainda passam pelo refinamento, quando o produto recebe tratamentos químicos para melhorar seu gosto e seu aspecto. De novo, quanto mais bruto for o açúcar, mais saudável ele será. Ou seja, quanto mais escuro for, pois isso mostra que não passou por nenhuma ou quase nenhuma transformação química. Como opção, sugiro o mascavo, xilitol, demerara (que é o mascavo mais comercial) e o mel orgânico. Todas essas opções vão depender muito de paladar e disponibilidade financeira. Mas, claro, sempre usando de forma equilibrada e com bom senso!
    Farinha Branca
    Assim como o sal e o açúcar refinados, a farinha branca é mais prejudicial do que benéfica à saúde. Trata-se de um ingrediente pobre em nutrientes e de alto valor glicêmico, e por possuir ação semelhante ao açúcar refinado no organismo, aumenta a taxa de glicose no sangue, o que pode elevar os riscos de diabetes, obesidade e doenças crônicas.
    O que ocorre é que no processo do refinamento, retira-se grande parte das propriedades nutricionais. Para se tornar pó, as farinhas são produzidas através do esmagamento dos grãos de cereais. Isso é a base para pães, bolos, cereais, biscoitos, massa de pizza, e inúmeros outros produtos. Como a maioria dos alimentos à base de farinha exige pouca mastigação, as pessoas engolem muito mais rapidamente, e acabam consumindo mais, justamente porque com a mesma rapidez com que o açúcar se eleva no sangue e aumenta os níveis de serotonina, hormônio ligado a sensação de bem estar, ele também baixa, podendo gerar em um curto período de tempo, uma necessidade de consumir mais do alimento.
    Outro grande problema é o processo de refino da farinha de trigo em farinha branca, que reduz 80% da quantidade de fibras, que são justamente aqueles nutrientes que estão entre o topo de produtos preventivos contra doenças cardíacas e diabetes, além de fundamentais no funcionamento intestinal. Fugir de alimentos feitos com farinha de trigo é necessário também para evitar o acúmulo de glicose, que quando se instala no sangue se agrega às proteínas mais próximas, desencadeando um processo pré-inflamatório que provoca uma série de doenças, como cataratas, artrite até cardiopatias.
    Chocolate
    Quer informação melhor do que “chocolate faz bem”? Pois é, vou explicar melhor para vocês, mas antes que os espertinhos de plantão não leiam o post inteiro, digo com antecedência que me refiro apenas ao chocolate amargo e consumido com muita moderação! Isso foi constatado por pesquisadores franceses, que demonstraram que o chocolate amargo auxilia no controle do colesterol ao fornecer óleos vegetais capazes de aumentar os níveis do HDL, o encarregado de remover do sangue os excessos de colesterol. Além deles, cientistas da Universidade de Colônia, na Alemanha, observaram que ela relaxa os vasos sanguíneos, causando queda da pressão arterial em quem consumia 6g diários. Equipes das Universidades de L’Aquila, na Itália, e Tufts, nos EUA, por sua vez, concluíram que os efeitos benéficos podem ser conseguidos em curto prazo: bastam duas semanas de consumo regular. Para completar, o chocolate traz uma seleção exclusiva de substâncias (como a teobromina, a anandamida e o magnésio) que melhoram a concentração e ajudam a levantar o humor.
    A sua grande quantidade de antioxidantes diminui o risco de doenças cardíacas e protege contra o câncer. O chocolate preto ou meio amargo é elaborado à partir  da massa de cacau e da manteiga de cacau, o que confere uma grande quantidade de flavonóides, uma substância antioxidante que protege o organismo dos danos feitos pelos radicais livres. Quanto mais cacau há no chocolate, maiores  são seus benefícios, assim, o chocolate meio amargo é o que apresenta maior propriedade nutricional. Pesquisadores recomendam comer uma pequena porção de chocolate meio amargo diariamente para regular também a pressão sanguínea. Porém, para que isso aconteça o alimento precisa contar com pelos menos 70% de pó de cacau em sua composição. Os flavonoides, especialmente a epicatequina, são as substâncias mais importantes do chocolate amargo. Elas estão presentes no pó da amêndoa do cacau e são um poderoso antioxidante, ou seja, agem combatendo os radicais livres presentes no organismo. Estes flavonoides irão diminuir os riscos de doenças cardiovasculares e de câncer, e podem baixar o colesterol ruim, LDL, e a pressão arterial. Eles também contribuem para diminuir as chances de derrames, melhoram a pele e protegem o cérebro. Portanto, que tal de vez em quando, consumir um pouco de chocolate amargo?!
    Muitas pessoas devem estar em pânico com as informações que divulguei nesta semana, achando que terão que cortar de vez o chocolate de suas vidas! A boa notícia é que, eu não faria isso sem mostrar o lado positivo do chocolate, que pode sim ser um aliado de nosso organismo, contanto que não seja consumido em excesso e que não seja uma bomba de açúcar.
    Em primeiro lugar, evite os chocolates brancos, pois são feitos de manteiga de cacau e não possuem flavonoides, mas sim mais gordura. Faça bom proveito (mas lembre-se sempre da moderação) dos chocolates amargos, que contêm menos açúcar, gordura e colesterol neutro, e cuja alta concentração de cacau possui flavonoides, epicatequinas e ácido galáctico, que tem ação antioxidante e ajuda a manter o coração e as células saudáveis, ou seja, quanto mais cacau, melhor! E como já ensinei, busque no rótulo sempre por ordem nos ingredientes: cacau 70%, manteiga de cacau, e depois os outros. Se o açúcar vier primeiro, corra, pois estão te enganando.(...)"