Está oficialmente aberta a época das despedidas, e a primeira é gastronómica!! Não faltasse ainda meio dia de trabalho, diria que estava nas minhas setes quintas! Mas, mesmo não estando, bora lá repor as energias com um almoço delicioso na melhor hamburgueria nacional - o meu material de estudo! Ah! E já agora, para quem estiver com dúvidas sobre qual menu escolher eu aconselho o 'BAIRRO', o da casa portanto. É só assim de comer e chorar por mais!!
sábado, 15 de novembro de 2014
Julie & Julia, o filme!
Cari ragazzi!!
Ontem aproveitei o facto de estar sozinha em casa, e corri à procura de uma óptima forma de passar o tempo. Numa noite fria de outono, com chuva e relâmpagos à mistura, pouco ou nada havia de melhor para fazer do que um delicioso serão ao sofá na companhia de um bom filme, dos meus queridos miaus, manta e galão a ferver. Mas há sempre um piiiiqueno problema até o filme começar: QUAL FILME?!? Felizmente encontrei esta óptima sugestão no blog da Mary! Obrigada querida, tenho temos saudades suas!! Para quem está a pensar ficar em casa hoje deliciem-se com esta maravilha, mas comam bem antes, porque não vão faltar ataques de gula!! A risco a dizer que é impróprio para 'diétianos'. Ingredientes-chave que me levaram a rever este filme:
- Paris - is always a good idea;
- New York - "my hometown";
- Comida - porque há uma diferença entre "fazer o jantar/almoço" e "cozinhar";
- Blog - o desafio, as exigências e o sucesso;
- Merly Streep - dispensa apresentações.
Escusado será dizer que acabei de ver o filme com uma fome de leão!
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Nem tudo são rosas nos United States...
Cari ragazzi!!
Gostaria imenso de ter tido mais tempo para tratar deste assunto, mas a vontade de o colocar online foi mais forte que eu! Já várias vezes aqui falei do meu fascínio por NY, mas nunca me ouvirão dizer pelos "United States". Sinceramente, acredito que são duas versões distintas do mesmo país. É verdade que nunca lá vivi. Mas já vivi na pele alguns contrastes culturais, económicos e sociais que existem em alguns dos Estados mais conhecidos - Nova Iorque, District of Columbia, Califórnia, Nevada e Flórida. Como tal, a minha opinião não se resume apenas àquilo que já tinha lido, visto na tv ou pesquisado na internet. Todos os textos (sejam eles quais forem) ganham vida quando são falados na primeira pessoa. E são esses os meus preferidos. Não há nada como ir ao sítio e comprovar no terreno ou "beber a informação de alguém que está lá. Reconheço que isto é um privilégio que não está ao alcance de todos, mas o importante é não desistir. A minha lista de países a visitar não pára de aumentar... um dia, com toda a certeza, pisarei St. Petersburg, Pequim e Tóquio, e só nesses dias tirarei todas as minhas teimas, de umas certas coisas que não me saiem da cabeça. Mas por agora vou ter mesmo que me ficar pela informação que me vai chegando de lá, elaborada por um ou outro jornaleco parcial e com pouca ou nenhuma contextualização histórica. Confesso que tenho muitas saudades da papinha na boca que a faculdade nos oferece: bibliografias, documentários, filmes, etc... Mas, didaticamente, fui aprendendo que só perco realmente tempo informativo na televisão nacional com estes quatro senhores: Nuno Rogerio e Martim Cabral quando o assunto é política internacional; e com o José Gomes Ferreira e Camilo Lourenço quando o tema é dinheiro! Ninguém me tira da cabeça que um casamento perfeito seria entre a Directora da minha Faculdade, Isabel Capeloa Gil e o Nuno Rogerio! (Vai-na-volta e até são marido e mulher, sei lá!) Mas uma coisa eu sei, sentar-me à mesa com estes dois seria levar choques coff porradões coff de cultura geral a cada garfada. Qual google qual quê! Palavra-de-honra que se pudesse pagava para vos mostrar uma aula daquela mulher! Dizia-se ou perguntava-se sobre uma determinada palavra e lá começava ela a desbobinar como se o tempo parasse ali. Incrível mesmo! Mas bom... isto tudo para voltar aos States e legitimar as minhas "fontes de informação".
Há uns dias atrás recebi um comentário, que me encheu as medidas, e uma vez que estava recheado de conteúdo resolvi trazê-lo ao debate. Essencialmente porque sinto que ao mesmo tempo que tenho consciência que possa estar a pintar o meu sonho de viver em NY de cor-de-rosa, também sei que é importante falar da realidade cinzenta e preta daquele país - mas atenção, o que eu quero com este post não é uma ode ou um atestado de ódio a algum país do mundo. Porque de frases feitas: de que "todos os países tem coisas boas e más" estamos nós cansados. Verdade?! Pois bem, o que eu pretendo mesmo com este texto é numerar algumas das fragilidades daquele que para alguns é "o melhor país do mundo" - todos sabemos, ou já deveríamos saber, que não há países perfeitos. Excepto se os nossos pais forem donos de uma petrolífera qualquer. Sim, porque aí poderíamos ser livres da nossa própria carapaça. Afinal só nestes casos em particular não existe o problema da emigração, legalização, acesso à saúde e à educação. Mas outra verdade universal é que se tivéssemos a conta do banco com dígitos a perder de vista, nunca saberíamos o verdadeiro sabor do sucesso. Quiçá, só numa actividade desportiva, uma vez que ainda não há dinheiro que compre motivação e que te ponha a correr enquanto queres realmente dormir. Anyway... Deixo-vos com o comentário que me fez chegar até aqui:
Há uns dias atrás recebi um comentário, que me encheu as medidas, e uma vez que estava recheado de conteúdo resolvi trazê-lo ao debate. Essencialmente porque sinto que ao mesmo tempo que tenho consciência que possa estar a pintar o meu sonho de viver em NY de cor-de-rosa, também sei que é importante falar da realidade cinzenta e preta daquele país - mas atenção, o que eu quero com este post não é uma ode ou um atestado de ódio a algum país do mundo. Porque de frases feitas: de que "todos os países tem coisas boas e más" estamos nós cansados. Verdade?! Pois bem, o que eu pretendo mesmo com este texto é numerar algumas das fragilidades daquele que para alguns é "o melhor país do mundo" - todos sabemos, ou já deveríamos saber, que não há países perfeitos. Excepto se os nossos pais forem donos de uma petrolífera qualquer. Sim, porque aí poderíamos ser livres da nossa própria carapaça. Afinal só nestes casos em particular não existe o problema da emigração, legalização, acesso à saúde e à educação. Mas outra verdade universal é que se tivéssemos a conta do banco com dígitos a perder de vista, nunca saberíamos o verdadeiro sabor do sucesso. Quiçá, só numa actividade desportiva, uma vez que ainda não há dinheiro que compre motivação e que te ponha a correr enquanto queres realmente dormir. Anyway... Deixo-vos com o comentário que me fez chegar até aqui:
Como já tinha respondido à leitora, todos estes problemas sócioeconómicos apresentados não são, de todo, novidade para mim. Há muito que deixei de sonhar e acreditar no 'American Dream'. Alguns exemplos que nos chegam aos ouvidos provam muitas vezes (a maioria dos casos) que o preço acaba por ser demasiado alto para o alcançar. Contudo, cabe a cada um de nós reconhecer as suas próprias competências e limitações, pois só nesta consciência deverá subsistir a sua persistência e perseverança.
Posto isto, e como a conversa já vai longa, vou enumerar alguns pontos que me fazem querer voltar para casa quando o visto findar (claro, que se aparecer um trabalho legal fantástico, que me permita viver e alcançar as regalias necessárias de sobrevivência, escreverei-vos para sempre da Big Apple!):
- O difícil acesso ao mercado de trabalho (o legal, que me permita envelhecer em casa, descansadinha de vida e rodeada de netos). Experiência pessoal: é de perder a conta à quantidade de pessoas com mais de 60/70 anos que continuam a trabalhar naquele país, literalmente trabalha-se até ao último dia de vida;
- O difícil acesso à saúde (sem seguros de saúde nada feito). Politicamente muito está a ser feito a este nível, mas mesmo que o Obama consiga dar a volta aos republicanos, estes continuarão a anos luz dos sistemas nacionais de saúde da velha Europa. Experiência pessoal: a poucos dias de partir, desisti de procurar um seguro português que funcione lá, porque por menos de 80€ nada feito. Resta-me esperar e rezar para que quando lá chegar consiga encontrar um seguro um pouco mais barato, se descer para os 50 danço a dança da chuva;
- O difícil acesso à educação (universitária, que me permita estudar e dar aos meus filhos essa mesma possibilidade). Em Portugal só se queixam os pais dos alunos em privadas que não conhecem os valores das propinas nos Estados Unidos. Logo, ponto número um: ou tens dinheiro para pagar o curso ou o melhor é alistares-te no exército o mais rápido possível - pelo menos, no último documentário que vi, os militares estavam a aliciar os jovens das ruas a inscreverem-se no exército em troca apenas três refeições diárias!! Experiência pessoal: adoraria tirar um curso na Fashion Institute of Technology, mas 11 mil dólares por semestre pareceu-me um boooocadinho demais. Vou pagar 2 mil e tal dólares pelos quatro primeiros meses do curso de inglês para estrangeiros, e já acho um assombro. Mas agora vai ou racha! Só deixo de frequentar as aulas nesta faculdade quando for capaz de pensar em inglês. Sim, por os workshops da FIT não me saem da cabeça.
- O difícil acesso à rede de transportes públicos (nas zonas mais rurais claro, que nos permitam movimentar sem que seja necessário alugar um carro). Experiência pessoal: quando estive em Los Angels li tanto acerca do mau funcionamento dos transportes que a opção de conduzir por lá passou imediatamente para primeiro plano. Sendo o país mais capitalista que conheço, não estranho ao saber que aos fins-de-semana cortam alguns dos transportes porque não há (segundo eles) pessoas suficientes para os manter operacionais. Pobres coitadas das pessoas que têm as folgas aos fins-de-semana e querem nesses dias ir até à cidade mais próxima! "Temos pena" - devem pensar eles.
- A forma distorcida como elaboram os censos (sabiam que só são contabilizados os estudantes e empregados?) Todos os desempregados e sem-abrigos são como se "não existissem" para o relatório. Curioso, mas mesmo não sendo nada boa a matemática, parece-me que assim o saldo é sempre positivo - com características de um país desenvolvido! Experiência pessoal: Sabiam que se a Califórnia fosse um país, estaria entre um dos três mais ricos do mundo? E sabiam também que foi onde eu vi mais mendigos por metro quadrado?! - É impressão minha ou isto é um reflexo dos censos???"
- O fácil acesso às armas (não tenho a menor dúvida que mascaram esta medida de 'protecção', com o facto de ser uma das maiores indústrias de armamento do mundo!). Experiência própria: graças a Deus não tenho.
- A forma engenhosa como propagam o terrorismo psicológico (ninguém me tira da cabeça que o 11 de Setembro foi um atentado dentro da própria casa). Experiência própria: assunto tabu para praticamente todos os americanos com quem privei. Confesso que se eu fosse americana também acharia mais fácil e confortável acreditar que o 'dia que ninguém esquecerá' foi realmente um acto terrorista de estrangeiros. Em tempos, correu na internet um vídeo com a teoria da conspiração deste ataque. Falarei sobre ele quem sabe no futuro.
- A prática da pena de morte é o único assunto pela qual não teço qualquer tipo de opinião. Acho realmente que só criminosos se devem preocupar com este assunto. (Claro, que eu estou consciente que se pode matar alguém inocente, mas realmente nunca pensei muito acerca disto, nem GRAÇAS A DEUS tenho experiência pessoal sobre o tema).
Leitura actual. Vou demorar mais do que gostaria a terminá-lo,
mas espero estar, pelo menos, a meio quando entrar no avião!
Disney Musics
Cari ragazzi!!
Quem me conhece sabe que eu sou completamente doida pela Disney. Sejam os filmes, as músicas, o merchandising ou os parques temáticos, tudo me deixa em extâse! Mas não gosto só porque sim ou porque está na moda gostar da Disney. Gosto porque me identifico, porque me faz sonhar, e principalmente porque me faz lutar por eles. Crescer com a Disney sem tempo ou espaço para videojogos foi sem dúvida a melhor infância que poderia ter tido. Quantas e quantas vezes me apanharam a cantar na praia, até ser obrigada a sair de dentro de água por já ter os lábios para lá de roxos?! Quantas e quantas vezes me identifiquei com a Ariel (a minha personagem preferida) por achar que apesar de gostar da minha casa - "país" - havia um sítio para onde precisava ir, estar. Quantas e quantas vezes me repugnei com as notícias sobre os maus tratos de animais e da natureza e quis 'cantar' a beleza e a grandeza dos seres vivos?! Quantas e quantas vezes estive à beira de desistir do amor como a Meg?! Quantas e quantas vezes (em adulta) não me apeteceu mandar tudo às urtigas e ter um dia como o da Brave?! Ou simplesmente construir o meu palácio longe de tudo e de todos, como o da Frozen?!
Video Pequena Sereia
Video Pochaontas
Video Hércules
Video Brave
Video Frozen
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Victoria's Secret Scandal
Cari ragazzi!!
A praticamente um mês do próximo desfile da Victoria's Secret - do qual eu sou super-hiper-mega-fã, a marca protagonizou um escândalo com a imagem das suas "Perfect Angels". Cartazes como este foram espalhados pela cidade...
A crítica não se deixou ficar e respondeu na mesma moeda, e eu gostei.
Incomoda-me que este pesadelo pela busca do corpo perfeito nos angustie tanto. Vivemos com um demónio na cabeça que nos lembra constantemente o quanto somos fracas quando prevaricamos com as melhores delícias gastronômicas do mundo. No meu caso em particular, faço desporto com bastante regularidade, apesar de ter parado no mês de Novembro, porque estou a tentar aproveitar ao máximo os últimos momentos em Lisboa, e os treinos retiravam-me imenso tempo de qualidade com os familiares e amigos. Para terem uma ideia, quando não estava a treinar (1h30 por dia) ou a trabalhar (9h fechada na Vodafone) estava a babar-me no sofá mais próximo. Claro que esta mudança radical na minha rotina resultou imediatamente num aumento de remorsos por todos os açucares ou comidas processadas que ingeria - a semana do Halloween foi uma perfeita desgraça. Aumentei dois quilos, mas depois vi-me sozinha em casa e voltei à política do "fechar a boca" ou melhor "só abri-la para ingerir comida amiga do meu corpo e da minha balança também". E basicamente resultou. Ao final do primeiro dia perdi 1 kilo. Continuo na luta pela perda do outro que falta, mas sem dramas. Mais uma vez provo que a minha obsessão de ir todos os dias à balança ajuda-me a controlar o peso, principalmente quando o exercício é menor ou nenhum, e as calorias ingeridas mantêm-se praticamente as mesmas. E como não há milagres nem formas mágicas para se perder peso, quando paro o exercício volto a focar-me no princípio da lei da compensação: #quemnãomalhanãopode.
Mas voltando à campanha da VS, contra mim falo (mas quem nunca pecou que atire a primeira pedra), porque sou uma daquelas mulheres que aponta o dedo (mesmo sabendo das privações a que me submeto diariamente para me manter nos 52kg, e mesmo assim longe de um corpo que se assemelhe à de uma top model), que faz juízos de valor e desvaloriza quem se passeia com uns quilinhos a mais. <<Mas seria incapaz de o dizer directamente na cara ou nas redes sociais. Pois a única coisa que iria acontecer era magoar o outro com a minha reprovação.>> É verdade que somos muito mais do que o peso que a balança nos dá, somos giras, divertidas, inteligentes, boas amigas e confidentes. Mas quando estamos no metro, na praia ou no trabalho não vemos ou sabemos isso. Nesses momentos só fazemos um Raio X ao peso de cada mulher. Chamam-nos críticas, eu prefiro o título "atentas". E atenção que também eu já pesei mais do que devia. Contudo, acredito que um dos motivos de ter conseguido voltar ao meu peso ideal foi ter-se feito um click no momento certo, antes que a coisa descambasse de vez. Fácil teria sido fechar os olhos e tornar-me relaxada quanto ao meu peso e à minha imagem. Mas isso é uma escolha feita por cada uma de nós. Depende de nós decidirmos de que lado queremos estar: o das saudáveis ou o das relaxadas. E eu quando acabei a faculdade (pesava na altura 60kg) resolvi mudar. Resolvi apostar em mim, gostar de mim e cuidar de mim. Já fiz alguns disparates, mas rapidamente percebi que não nasci para fazer parte de dramas pelos quais não compensam nem me levam a lado nenhum. Dietas yo-yo (como já escrevi aqui) não resultam. Como tal, aprendi a ler os sinais do meu corpo, a interpretar os valores que a minha balança me dava e a entender os meus ataques de gula. Deixo um pequeno recadinho aos homens...
Para vilãs já bastamos nós.
Vídeo completo da entrevista à actriz Jessica Atayde que mesmo não sendo feia, gorda ou mal feita, também sofreu na pele a reprovação feminina. Para mim, a pior de todas, porque é de umas para as outras. Vamos acabar com este flagelo e educar ou reeducar a auto-estima das jovens mulheres das nossas famílias.
Perfect morning!
Cari ragazzi!!
Ontem perguntaram-me como seria o meu acordar perfeito, e hoje dou de caras com a resposta certa...
Já não basta acordar cedo, sermos obrigados a ir estudar/trabalhar a horas pornográficas e ainda a única coisa que nos podia dar algum prazer é estupidamente calórica! Ninguém merece meninas! Ninguém merece...
P.S. Dear Santa, as canecas cá de casa estão numa agitação que não se aguenta. Dizem que adorariam ter uma amiga nova... Se é que me estás a entender...
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