terça-feira, 7 de julho de 2015

Conflito geracional


Cara ragazza!!

Depois de alguma insistência vossa, finalmente resolvi responder a um assunto que, ao que parece, apoquenta muitíssimo os meus leitores:


Mas antes de passarmos à minha resposta propriamente dita, deixo-vos com duas músicas para entrarem no espírito do tema - pela vossa rica saúde oiçam as letras (todas) das músicas e por esta ordem de ideias.


Deolinda - Parva que sou

"E parva eu NÃO sou!
E fico a pensar...
Que mundo tão parvo,
Onde para ser escravo é preciso estudar!"


Gabriel o Pensador - Até Quando?

"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda para a frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!"

Se depois deste momento musical ainda sente que faz parte da Geração Rasca ou à Rasca, então este texto foi escrito a pensar em si.

Agradeço, desde já, a pertinência do leitor em ter deixado um comentário acerca da minha suposta "vida de luxo" em Nova Iorque. Mas acredite que "muitas vezes o que parece não é". Atenção que não estou a dizer que só fui dois minutos à piscina tirar uma fotografia com um hambúrguer alheio e depois voltei para casa cozer meias e fazer os tcp's. Pelo contrário, eu realmente tenho sabido aproveitar todas as oportunidades que esta cidade tem para nos oferecer, e efectivamente tenho o feito da melhor maneira possível. 

Concordo consigo quando afirma que infelizmente há muitos jovens em Portugal que não conseguem atingir a independência necessária para que se libertem do título de "paitrocínio". E que de alguma forma, eu lhe possa parecer mais uma menina patrocinada pelo amor incondicional dos meus pais. Todavia, uma vez mais, vou ter que lhe responder da mesma forma: "muitas vezes o que parece não é".

Como antiga dependente que fui dos meus pais, acho que posso afirmar, finalmente, que na realidade não se perdeu nada de uma geração para outra. Na minha opinião, ganhou-se bastante até. Afinal, a malfadada crise ensinou-nos a fazermos mais com menos e a sermos mais felizes com pouco ou quase nada. No fundo, a dureza do futuro incerto ensinou-nos a ver o copo SEMPRE meio cheio e a vivermos segundo esta máxima. Claro, que o mais fácil teria sido eu ter ficado em casa a lamentar-me sobre o que a minha vida poderia ter sido e não foi. Mas não, nos últimos dois anos arregacei as mangas, trabalhei afincadamente, procurei bolsas de estudos para estudantes internacionais e um dia comprei uma passagem só de ida. 

Assim sendo, a crise só me deu o empurrão que precisava para suplantar as gerações dos meus pais. A geração que emigrava para pagar a casa e os estudos dos miúdos, que se encontrava à sexta e ao sábado nas discotecas,  etc e tal. Nós, a nossa geração, aprendeu a preferir os parques e/ou a praia para matar as saudades dos amigos e a ouvir as nossas playlists nos iPhones. Aceitamos fazer "qualquer" tipo de trabalho desde que esse esforço nos leve à cidade, ao concerto e/ou à loja da moda. Não somos menos inteligentes por isso, somos é menos preguiçosos e mais audazes. E quando acaba o dinheiro para o Gin reunimos os últimos trocos e copiamos os nuestros hermanos com os botellóns.

Depois de aqui chegar, o segredo foi continuar a minha pesquisa sobre dicas sobre o que fazer a custo zero ou muito reduzido (há inúmeras aplicações que podem ser descarregadas para o telemóvel  como o FEVER, por exemplo). Claro que se aliarmos a isto a capacidade de adaptação e a uma constante crescente rede de contactos, em pouco tempo terás uma vida social super activa e praticamente a custo zero. Cuidado com a interpretação que fazem com "rede de contactos", porque entradas e bebidas à pala nos sítios fancy da cidade vieram directamente de uma personagem feminina do grupo. (Por isso, anónimo fofinho que me lês todos os dias e me envias as melhores anedotas matinais que uma blogger pode ler, desiste de entrar por aqui, okay?)

Enfim, tudo isto para dizer que o marketing em NY é levado estupidamente a sério. O que faz com que esta competição feroz crie um mundo de oportunidades para os consumidores como eu - independentes de "paitrocínio". O truque é estar atento às happy hours, aos try out, aos vales de descontos e às promoções diárias.

Posto isto, se acham que Nova Iorque, ou outra cidade qualquer no mundo, é demasiado cara ou distante da vossa realidade, façam as malas o quanto antes e partam à aventura. Porque como todos sabemos: a sorte protege os audazes!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Piscinar ao domingo!

Cara ragazza!!

O fim-de-semana ainda só ia a meio e já tinha o saldo das baterias completamente negativo, vai daí que guardei o domingo para uma mistura de dolce far niente e piscinar bastante. E como "a equipa que ganha, não se mexe" lá fomos nós repetir a dose! Cheguei a casa cansadíssima, mas um cansaço bom, aquele que não nos importamos de sentir todos os dias. E o que eu esperei por isto... Uma paz e uma tranquilidade sem limites. Um silêncio que me preenche e me conforta. O silêncio que precisava para ser feliz na cidade mais ruidosa do mundo.  







The Fray - You Found Me

domingo, 5 de julho de 2015

Brooklyn Heights Promenade & Dumbo

Cara ragazza!!

Entre cinquenta mil convites para passar o 4 de Julho, lá me decidi concentrar no meu desejo inicial: assistir ao fogo de artifício em Manhattan e até agora não estou nada arrependida. Mas confesso que não foi nada fácil recusar um fim-de-semana nos Hamptons, mas com certeza existirão outras oportunidades, caso contrário vou demorar uma eternidade a perdoar-me por isto. 
Mas voltando ao 4th of July... O dia foi passado calmamente entre passeios a pé à beira do East River, mais um milhão de fotografias e muitos e bons momentos com os amigos! Infelizmente as queixas de memória cheia do iPhone, minutos antes do início do firework, fizeram-me parar e assistir ao espectáculo de luz e cor mais longo da minha vida, mas não o mais impressionante. 










Finalmente encontrei Dumbo e estou completamente apaixonada por esta zona!
Algo me diz que vou lá voltar muitas e muitas vezes este verão!



sábado, 4 de julho de 2015

4th of July - Independence Day!

Cara ragazza!!

O Dia da Independência dos Estados Unidos celebra-se a 4 de Julho e é um dos feriados nacionais mais importantes para o povo americano. Este ano como calhou a um sábado o governo decretou feriado na sexta-feira anterior, o que significou um fim-de-semana proloooongado para todos os sortudos como eu! Mas não nos podemos esquecer que na cidade que nunca dorme, há sempre quem tenha de trabalhar para que os restantes possam usufruir do que ela tem de melhor para oferecer em dias de festa.
Vai daí que o dia começou com um brunch com os "benditos ovos" (até aqui nada de novo) no Juliette em Williamsburg, e depois um longo passeio a pé pelos pontos mais emblemáticos de Manhattan, com direito a uma sessão fotográfica que vos mostrarei assim que tiver prontinha! Prometo!!!! Até lá só vos posso deixar com mais água na boca...


Mormon Tabernacle Choir
The Nacional Anthem USA


Oh, say! can you see,
by the dawn's early light, 
What so proudly we hailed
at the twilight's last gleaming? 

Whose broad stripes and bright stars, 
through the perilous fight, 
O'er the ramparts we watched,
were so gallantly streaming? 

And the rocket's red glare, 
the bombs bursting in air, 
Gave proof through the night 
that our flag was still there. 

Oh, say! does that star-spangled 
banner yet wave 
O'er the land of the free 
and the home of the brave?

O meu TOP 3 dos melhores spots para assistir ao fireworks, hoje a partir das 9pm:

Brooklyn Bridge Park




 

Brooklyn Heights and Brooklyn Promenade





Berry Park





sexta-feira, 3 de julho de 2015

Seamless and Sweet & Sour Pork

Cara ragazza!!

Decorem esta data meninas: 2 de Julho de 2015, o dia em que me tornei oficialmente uma new yorker de gema (mais um check na lista dos 365 things do to in NYC)! Tudo isto porque na última quinta-feira à noite aventurei-me pelo site mais popular de compras e entregas em Nova Iorque e mandei vir comida chinesa - a culpa foi toda do sacana do porco agridoce que já vos tinha falado!! 
Incrível como em pleno século XXI e passados 187 dias a viver na cidade mais cosmopolita do mundo, ainda ache esta coisa das compras pela internet um autêntico drama, com demasiadas perguntas, demasiados números, demasiados códigos! Mas acreditem que na falta do namorado para vos realizar todos os desejos gastronômicos o Seamless resolve! 




1. Finalizar o pedido e efectuar o pagamento online;
2. Preparar a gorjeta para o momento da entrega;
3. Receber o pedido e aumentar o som da televisão;
4. Aproveitar a noite like a new yorker!


#easylife

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Calorias saudosistas

Cara ragazza!!

Desde que aterrei em Manhattan, a 7 de Junho, prometi a mim mesma começar um processo de desintoxicação calórica. Estava tudo a correr bem até ao vigésimo sexto dia - o dia do derradeiro "até já F"! Não é novidade para ninguém que a comida tem o dom de nos reconfortar, mas este conforto representa (geralmente) um desconforto ainda maior no dia seguinte - a sentença final da balança...
Como não sou de ferro e o donut estava ali a rir-se para mim, paguei-o e trouxe-o comigo. Claro que minutos depois começaram os remorsos e a certeza de que se tivesse preferido os abrunhos, que tinha na mala, tinha ficado melhor servida. Tudo isto, porque depois de tantos dias sem ingerir doces, bolos ou gelados, o corpo acabou por se habituar à ausência deste estimulo, e inclusive estranhou-a. Por conseguinte, é natural que quanto mais comemos uma coisa mais desejos sentimos por ela. 
Alguma leitora do blog já comprovou a tese que diz que: se comermos qualquer coisa a uma determinada hora, no dia seguinte iremos sentir o nosso corpo a pedir mais (normalmente) do mesmo?! Pois é, afinal os "desejos" não são um sintoma exclusivo das grávidas. Resumidamente, os desejos são transversais a qualquer ser humano, e felizmente eles não estão só ligados às coisas menos saudáveis que ingerimos. Por exemplo, no meu caso em particular, quanto mais arroz como mais o meu corpo me pede este hidrato. Apesar de almoçar todos os dias arroz integral sem glúten, sonho a semana inteira com arroz chau chau com porco agridoce! No fundo, o normal seria ter desejos por outra coisa qualquer, mas não, o corpo está tão habituado aquele sabor que só sabe pedir mais e mais.  





quarta-feira, 1 de julho de 2015

Até já Fabíola!

Cara ragazza!!

A última terça-feira à noite ficou marcada por mais um encontro de amigas na cidade mais cosmopolita do mundo! Tal como previa, mais uma noitada de boa música, boa conversa e tudo isto em excelente companhia! Não fosse o motivo da reunião, o dia da semana e as horas pornográficas, teria sido mais uma noite épica em New York City! Será possível já guardar saudades dos nossos melodramas, do registo da tua voz a dizer "queridos fãs" e das muitas e longas horas à mesa?! Soube a pouco. Vai sempre saber. Mas Lisboa é já ali ao virar da esquina, e em menos de nada seremos vizinhas outra vez! Go girl! You rock!!! 


E em Vayorken a gente diverte-se iiiiimeeense!