Cara ragazza!!
Depois de alguma insistência vossa, finalmente resolvi responder a um assunto que, ao que parece, apoquenta muitíssimo os meus leitores:
Mas antes de passarmos à minha resposta propriamente dita, deixo-vos com duas músicas para entrarem no espírito do tema - pela vossa rica saúde oiçam as letras (todas) das músicas e por esta ordem de ideias.
Deolinda - Parva que sou
"E parva eu NÃO sou!
E fico a pensar...
Que mundo tão parvo,
Onde para ser escravo é preciso estudar!"
Gabriel o Pensador - Até Quando?
"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda para a frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!"
Se depois deste momento musical ainda sente que faz parte da Geração Rasca ou à Rasca, então este texto foi escrito a pensar em si.
Agradeço, desde já, a pertinência do leitor em ter deixado um comentário acerca da minha suposta "vida de luxo" em Nova Iorque. Mas acredite que "muitas vezes o que parece não é". Atenção que não estou a dizer que só fui dois minutos à piscina tirar uma fotografia com um hambúrguer alheio e depois voltei para casa cozer meias e fazer os tcp's. Pelo contrário, eu realmente tenho sabido aproveitar todas as oportunidades que esta cidade tem para nos oferecer, e efectivamente tenho o feito da melhor maneira possível.
Concordo consigo quando afirma que infelizmente há muitos jovens em Portugal que não conseguem atingir a independência necessária para que se libertem do título de "paitrocínio". E que de alguma forma, eu lhe possa parecer mais uma menina patrocinada pelo amor incondicional dos meus pais. Todavia, uma vez mais, vou ter que lhe responder da mesma forma: "muitas vezes o que parece não é".
Como antiga dependente que fui dos meus pais, acho que posso afirmar, finalmente, que na realidade não se perdeu nada de uma geração para outra. Na minha opinião, ganhou-se bastante até. Afinal, a malfadada crise ensinou-nos a fazermos mais com menos e a sermos mais felizes com pouco ou quase nada. No fundo, a dureza do futuro incerto ensinou-nos a ver o copo SEMPRE meio cheio e a vivermos segundo esta máxima. Claro, que o mais fácil teria sido eu ter ficado em casa a lamentar-me sobre o que a minha vida poderia ter sido e não foi. Mas não, nos últimos dois anos arregacei as mangas, trabalhei afincadamente, procurei bolsas de estudos para estudantes internacionais e um dia comprei uma passagem só de ida.
Assim sendo, a crise só me deu o empurrão que precisava para suplantar as gerações dos meus pais. A geração que emigrava para pagar a casa e os estudos dos miúdos, que se encontrava à sexta e ao sábado nas discotecas, etc e tal. Nós, a nossa geração, aprendeu a preferir os parques e/ou a praia para matar as saudades dos amigos e a ouvir as nossas playlists nos iPhones. Aceitamos fazer "qualquer" tipo de trabalho desde que esse esforço nos leve à cidade, ao concerto e/ou à loja da moda. Não somos menos inteligentes por isso, somos é menos preguiçosos e mais audazes. E quando acaba o dinheiro para o Gin reunimos os últimos trocos e copiamos os nuestros hermanos com os botellóns.
Depois de aqui chegar, o segredo foi continuar a minha pesquisa sobre dicas sobre o que fazer a custo zero ou muito reduzido (há inúmeras aplicações que podem ser descarregadas para o telemóvel como o FEVER, por exemplo). Claro que se aliarmos a isto a capacidade de adaptação e a uma constante crescente rede de contactos, em pouco tempo terás uma vida social super activa e praticamente a custo zero. Cuidado com a interpretação que fazem com "rede de contactos", porque entradas e bebidas à pala nos sítios fancy da cidade vieram directamente de uma personagem feminina do grupo. (Por isso, anónimo fofinho que me lês todos os dias e me envias as melhores anedotas matinais que uma blogger pode ler, desiste de entrar por aqui, okay?)
Enfim, tudo isto para dizer que o marketing em NY é levado estupidamente a sério. O que faz com que esta competição feroz crie um mundo de oportunidades para os consumidores como eu - independentes de "paitrocínio". O truque é estar atento às happy hours, aos try out, aos vales de descontos e às promoções diárias.
Posto isto, se acham que Nova Iorque, ou outra cidade qualquer no mundo, é demasiado cara ou distante da vossa realidade, façam as malas o quanto antes e partam à aventura. Porque como todos sabemos: a sorte protege os audazes!


























