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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ladybug (almost alone) in NYC

Cari ragazzi!!

No último post levantei um bocadinho o véu sobre os motivos que me demoveram de ser AuPair, sem abandonar o sonho de viver um ano longe de Portugal. A guerra contra o tempo, ou neste caso em particular, contra os trintas, foi a principal razão de toda esta reviravolta! Afinal de contas, desde o fim da faculdade que a minha checklist continua praticamente intacta:
E o tempo não parou... mas desta vez quero agarrá-lo e correr com ele. Tenho a certeza que no primeiro de Janeiro de 2016 vou riscar alguns destes pontos quando baterem as doze badaladas! Mas voltando às razões que me fizeram voltar ao ponto de partida e começar tudo do zero, novamente:
  1. Destino: New York City - Manhattan;
  2. Currículo: Curso diário e intensivo de inglês;
  3. Cultura: Aprender e celebrar todas as tradições americanas;
  4. Financeiro: Ser capaz de sobreviver apenas com o recurso do meu trabalho;
  5. Pessoal: Testar os meus próprios limites, força e relativizar os demais. Ou seja, crescer num ano aquilo que nunca crescerei aqui em dez.

No fundo, pretendo regressar consciente que afinal NUNCA estive parada desde o verão de 2011, e que todos estes contratempos foram apenas um meio para atingir um fim. Há quem não entenda o porquê de eu querer partir agora, "agora que tenho a vidinha toda organizada em Lisboa, com namorado, "trabalho" e filhos". Mas a verdade é que é agora ou nunca. O tempo está a passar, as prioridade mudam cada vez mais rápido e eu já não caminho para nova. Então decidi que me daria esta última oportunidade de viver pelo menos um ano no estrangeiro, antes do pedido, da casa maior, das filhas do nosso sangue e da rotina feliz para o resto da vida. Na medida em que, só se cria uma rotina feliz e plena quando conseguimos aniquilar todos os 'ses' da nossa vida. 
Pergunto-me como é que alguém consegue:
  • Partilhar a vida com outro quando ainda não fez tudo o que quer sozinho;
  • Conceber sonhos a uma nova vida quando ainda não realizou os seus;
  • Encontrar um último código-postal quando ainda não conheceu o mundo.

Para mim, o princípio básico de pessoas, casais ou pais frustrados está na precipitação com que um dia decidiram o caminho a seguir. É importante ter consciência que passos gigantes como estes, devem ser dados sem qualquer tipo de 'ses' ou 'nos cruzamentos da vida'. Quando a vida nos apresenta um mundo de opções a seguir é porque ainda não estamos preparados para seguir um único caminho definitivo, porque o mais provável é arrependermo-nos ou culpabilizarmos o(s) outro(s) por uma determinada decisão NOSSA. Aprendermos e mentalizarmo-nos que somos os principais responsáveis pela nossa felicidade, e não o marido, os filhos e/ou o trabalho, ajudará a não vivermos frustados e privados dos nossos sonhos para o resto da vida. Pensamentos como: 'se eu tivesse...' nunca farão parte do nosso vocabulário, porque seremos pessoas realizadas e puras para amar e receber o próximo. Resumidamente, já basta a imprevisibilidade e injustiças da vida... Afinal nunca seremos capaz de decidir se alguém que amamos padecerá de uma doença ou não, se viverá 'para sempre' ou não, se conseguirá andar, ver, ouvir e falar ou não. Todavia, haverá sempre coisas que poderemos decidir, construir e  crescer sozinhos. Sejam felizes.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

De AuPair a Ladybug (almost alone) in NYC

Cari ragazzi!!

Hoje irei, finalmente, explicar-vos os motivos que me levaram a querer partir sozinha para outra cidade, sem a ajuda do programa AuPair. É importante sublinhar que acredito totalmente nas vantagens deste intercâmbio, mas infelizmente com o passar do tempo redefini as minhas prioridades e percebi que:
  • Seria uma AuPair fora do prazo de validade;
  • Corria o risco de nenhuma família nova-iorquina me contactar.

Posto isto, comecei a pensar num plano B (felizmente, ainda me restavam 23 letras do abecedário para encontrar "a" mais à minha medida). Todavia, creio que existem três grandes e bons motivos para se ser AuPair:
  1. Viver um ano no estrangeiro;
  2. Aperfeiçoar uma língua estrangeira;
  3. Aprender todas as tradições do país de acolhimento.
Mas claro que há mais motivos para se apaixonar pela ideia de se ser AuPair, vejamos:
  1. Não ter que se preocupar com procura e arrendamento de casa;
  2. Não ter despesas associadas à alimentação e lavandaria;
  3. Ter um trabalho definido desde o início com direito a uma remuneração semanal.
Porém, a vida das AuPair não são só maravilhas: 
  1. Não existe privacidade nenhuma;
  2. Vive-se em função dos tempos livres das crianças;
  3. Só se tem direito a um fim-de-semana completo por mês;
  4. É muito difícil 'desligar' o botão do trabalho, uma vez que se vive no próprio local de trabalho;
  5. E o risco de não se ter um horário para frequentar um curso de inglês estava-me a apavorar o juízo.
Assim sendo, neste jogo de prós e contras acabei por perceber que o programa encaixava-se como uma luva para:
  • Pré-universitários com o fim de parar um ano nos estudos, antes de se candidatarem ao mundo académico;
  • Pós-licenciados para se desligarem um pouco do mundo antes de se dedicarem (para sempre) ao mundo laboral.
E eu já passei por estas duas fases da minha vida há um bom par de anos... Tenho pena que na altura em que paguei os 150€ da inscrição na agência Multiway não tenha ponderado com mais calma todos estes pontos. Mas não me arrependo de nada, afinal acabei por descobri informação que um dia será bastante útil para os meus filhos! Deixo-vos com o filme de apresentação que fiz para quem ficou cheia de vontade de vestir a t-shirt de AuPair a 100%! 


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Manhattan - The city that never sleeps!

Cari ragazzi!!


Serei a única ou haverá por aí mais alguém que ao acordar com este tempo deseja (ainda com mais força) voar para a cidade que nunca dorme, que nunca pára, que nunca se enche de solidão, que nunca se prende a nada nem a ninguém?! Dizer que sou apaixonada pela Big Apple é pouco. Acredito mesmo que nem no maior dicionário do mundo encontrarei o vocábulo que transcreva toda a minha obsessão e possessão. À excepção do Empire State, o homem sabe que nunca haverá espaço para mais ninguém no meu coração. Mas o ciúme estará sempre presente... Afinal é ela - Manhattan - a responsável pela minha iminente partida. Todavia, a culpa será sempre dele... Se nunca me tivesse proporcionado a melhor pré-lua-de-mel do mundo, hoje estaria aqui apenas a suspirar por ela platonicamente... Bom, mas para tornar o nosso dia um bocadinho mais bonito, deixo-vos com um vídeo que me revitaliza o corpo e a mente!


I want to wake up in that city 
That doesn't sleep 
And find I'm king of the hill 
Top of the heap 
(...)
It's up to you
New York, New York, New York

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Há mais vida do que parece

Cari ragazzi!!

Com medo que isto se torne apenas um blog sobre as experiências de vida de uma pré-AuPair, mas, de certa forma, já sendo... Aqui vou eu! Well... tal como o título indica a minha vida não parou no dia em que finalmente consegui verbalizar o meu desejo de partir. Pelo contrário, ganhou vida, baterias e choques de adernalina! Hoje olho para trás e recordo o intervalo do mês de Dezembro como o mais longo da minha vida. Durante este período li, dormi e sonhei sobre o assunto. No carro, no trabalho ou no ginásio fiz e refiz mentalmente listas de prós e contras. Falei (e chateei) antigas AuPairs... Do fundo do coração, muito obrigada meninas - Diana e Gaby - não tenho palavras para agradecer a vossa amizade e disponibilidade! Ah, e também não posso esquecer a Joana que entre lágrimas e suor dos exercícios diabólicos do PT me fez prometer que não iria desistir de participar neste programa! Obrigada a si e à nossa promessa - foi decisiva! Por isso, regra número um para quem tem medo de arriscar: refugisse junto de pessoas positivas e destemidas!
Mas voltando ao 'Dia D', o dia em que encontrei as palavras certas para dizer que me iria embora sem que ninguém sentisse o malfadado abandono. A verdade é esta. O maior receio para quem parte (ou vê partir) não é a língua ou tampouco o país, mas sim o medo de ser esquecido. De ficar para trás, de voltar e estar tudo diferente, de ter que começar tudo do zero. Foi por isto mesmo que levei tanto tempo a encontrar as palavras certas para falar com my little potato. Porém, esse dia finalmente chegou e pela primeira vez deixei de carregar a pedra do Obelix sozinha. Para ser sincera, não poderia ter ficado mais feliz com a sua reacção. Fez perguntas, pediu referências, quis saber informações sobre a agência e condições burocráticas do programa, blá-blá-blá-whiskas-saquetas, mas no final apoiou a minha decisão e ainda reconheceu as vantagens que este ano no estrangeiro poderia trazer para a minha vida profissional. Não vou mentir e dizer que desde Janeiro tem sido tudo um mar de rosas. Entre dias mais nostálgicos que outros, os piores são mesmo os que estamos cem porcento sincronizados, que rimos e somos genuinamente felizes. E que nos apetece abortar a ideia logo à partida. Mas para bem dos meus pecados mortais parece que o S não se sucumbirá à distância e já me prometeu (pelo menos) duas viagens à terra do Uncle Sam, e não exclui a ideia de mais visitas... I'm a lucky girl!! Assim sendo... só resta mesmo que a Host Family coopere e me deixe estrafegar o homem sempre que ele quiser! 
Posto isto, e voltando ao título do post... Se por um lado a minha vida não tem sido apenas isto, no final do dia o rescaldo é sempre o mesmo: "terei eu tomado a decisão certa?" Todavia, só depois de ter ido e vivido como uma AuPair durante um ano é que poderei responder a acertadamente a isto! Perdoai-me William Shakespeare que eu não sei o que digo: To go or not to go, that's the question! Mas para provar que tenho tido uns dias em cheio deixo-vos com uma pequena amostra disso mesmo!

Primeiro dia de ginásio do ano!

 Oferta do primeiro pijama Trottleman que brilha no escuro!

Os básicos da minha mala da Victoria's Secret
(lancheira CHANEL, termo Starbucks e porta cartões)

 Horas passadas a ler o site da agência Multiway

 
 Sessão de cinema à tarde depois do trabalho e do gym!

 
está mesmo ao lado da nossa casa! 

 Finalmente já provei as conhecidas Campbell's!

Os nossos brunch de domingo...

 
Sorte do homem que de vez em quando 
ganha presentes destes!

Começamos A Dieta dos 31 Dias e pelos vistos eu fui a única que a continei...
Durante a semana continuam a não entrar hidratos de carbono na minha boca!

 Feliz Aniversário Pai!

 Últimos dias de Secret Story - Desafio Final
(acho que vou ter saudades destes tesourinhos deprimentes)

Descobri o leite soja e voltei a beber galões todos os dias!!

Vi o primeiro SUPER BOWL em directo!!


O sol começou a espreitar e não resisti em tirar o pó...


O primeiro 'esplanating' do ano, na melhor praia do mundo!

Pequenos pormenores da viagem até ao trabalho!

Eu já tenho a minha e tu?!

Inverno rigoroso!

 
 Tudo pronto para o Valentine's Day in London!

 
 Time to go!
 Last call!

Bolsa dos bilhetes de embarque e do
 passaporte da Victoria's Secret!

  Ms. Brown - Recuerdos da M&M's Store

 Entrevista para a UP DIGITAL
(adorei tudo, mas infelizmente não fiquei, mais um motivo para 
entregar os papéis na Multiway o mais rápido possível...) 

 
 A preparar-me para 'turistar' em Lisbon City!

 Porque ninguém é perfeito, eu pequei!

 Foi chegar, mudar de cacheol e sofrer!
Finalmente temos um adversário à altura do BENFICA!

 Lanches de Domingo... Made by me!

O último mês foi passado a tomar conta destes piquenos
piratinhas na Creche e Aparece! Obrigada a todos!!

 Uns têm frigoríficos e outros fornos...


quarta-feira, 26 de março de 2014

My AuPair Movie

Cari ragazzi!!


Bem... já não é novidade para ninguém que estou praticamente de malas e bagagens prontas para partir durante um ano para terras do Uncle Sam (claro que isto é só no sentido figurativo, porque quando tiver efectivamente que as fazer aí começo a panicar à séria!). Mas tuuudo bem... temos tempo. A novidade hoje é mesmo o meu vídeo de apresentação para as Host Families! Agora sim,  o nervoso miudinho começou a apoderar-se de mim... Ou não fosse este pequeno passo para a humanidade um enorme passo para mim! 


Quero aqui anunciar oh-fa-xa-vo-ri que declaro oficialmente aberta a contagem 
decrescente para o grande dia! A partir deste momento todos os minutos contam,
 e em silêncio já vou começando a saborear o trago agridoce da despedida... 


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Au Pair #1

Cari ragazzi!!

Depois de ponderar e equacionar todos os desejos para 2014, dou por mim a desejar fazer as malas e a partir para longe. A distância de um oceano tornou-se curta para o ‘Velho Continente’, que já não chega para todos. Na bagagem levo as recordações felizes e o saudosismo tipicamente português. O desejo de chamar ‘casa’ a Manhattan faz dissipar qualquer dúvida ou medo momentâneo. Pois é aqui que o sonho se torna mais forte, e começa a comandar a vida. E foi esse mesmo sonho que me trouxe até aqui.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Au Pair - wish me luck!

Cari ragazzi!!

Hoje escrevo-vos porque estou à beira de um ataque de nervos, digamos que para lá do considerado já normal... Neste momento, não há trabalho, corridas ou 'T.P.Cs' do PT que valham para acalmar a bicha. Sempre ouvi dizer que escrever ajuda, a ver vamos. Todavia, preciso de ouvir as vossas sinceras opiniões e perceber se esta decisão é definitivamente a mais acertada. Well, voltando à aflição... Se já não é novidade para ninguém a minha paixão assolapada pelos Estados Unidos, também já não deveria ser que para mim New York City é o centro do mundo e o resto é paisagem minha gente! Okay, até podem discordar. Mas não há mesmo forma de me dissuadirem do contrário, ou não tivesse eu passeado este verão da East Coast à West Coast! Como tal, reuni mais do que provas suficientes para justificar a minha teoria. Ora vejamos... Não aguentava viver em Washington com todo aquele cenário demasiado certinho, quietinho e arranjadinho. Porventura até passaria uma temporada em Los Angeles, mas nada mais do que isso, falta-lhe o estilo de vida cosmopolita típica das grandes cidades. Aqui os índices de desenvolvimento medem-se apenas pela parafernália de trânsito nas auto-estradas (com mais de seis vias para cada lado), pela pequena concentração de arranha-céus na zona financeira de Downtown e pelo glamour de Beverly Hills, Rodeo Drive e as famosas casas à beira-mar de Malibu. Para quem cresceu na linha de Cascais, como eu, esta cidade é sem dúvida a que está mais próxima da minha realidade. Ainda assim, considero-a demasiado sem sal. Em contrapartida, Vegas é frenética (mas atenção... só à noite). Contudo, aqui não se vive, passam-se fins-de-semana de pura diversão, mas apenas isso - it's Vegas baby! E depois temos Miami... Uma cidade super-desenvolvida mas que não deixa de ser uma estância balnear, com um clima tropical de fazer cortar os pulsos, ora faz sol ora faz chuva. Para não falar que nunca nos deixa usufruir das maravilhosas colecções outono/inverno. Naaan, nem pensar. Posto isto, tenho ou não tenho razão quanto à escolha da melhor cidade para se viver?! Por conseguinte, é importante que lá em cima o meu anjinho da guarda me empurre para o sítio certo e me ajude a participar na maior aventura da minha vida! Para quem ficou curioso sobre o programa Au-Pair deixo aqui algumas dicas...


Wish me luck!


E é assim que eu me sinto, num impasse tremendo.
Conseguirei eu deixar o namorado e família um ano inteirinho?