terça-feira, 20 de junho de 2017

Vacinas e Consulta do Viajante

Cara ragazza!!

Quantos sortudos estão de malas e bagagens prontas para o paraíso, mas continuam completamente distraídos quanto aos cuidados a ter por essas paragens? Por esse motivo resolvi compilar várias informações que considerei úteis para uma estadia tranquila e prazerosa no teu destino de sonho.


Antes de mais, sugiro que digites aqui o destino para onde pretendes viajar. Mas só deverás abandonar o site depois de teres lido atentamente os "Conselhos aos Viajantes". Existem pontos que por serem demasiado óbvios são muitas vezes subestimados por nós... Por isso, reserva 20 minutinhos do teu dia para leres e aprenderes o máximo possível.

Os meus apontamentos pessoais:
  • Nos países não pertencentes à União Europeia e onde não exista representação consular portuguesa, pode solicitar auxílio junto das Embaixadas e Consulados de outros Estados Membros da União Europeia. 
  • Atempadamente verifique se necessita de visto para entrar no(s) país(es) de destino.
  • Atempadamente informe-se se o país que vai visitar exige a apresentação do certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. A vacinação contra a febre amarela deverá realizar-se com uma antecedência mínima de 10 dias antes da viagem e tem uma validade de 10 anos;
  • Caso de desloque a um país de clima tropical ou com doenças endémicas, efectue antecipadamente, 6 a 4 semanas antes da partida, uma consulta de Medicina das Viagens;
  • Informe-se, com antecedência, quanto a eventuais cuidados de saúde especiais, como vacinação ou outras precauções especiais;

Tomaste nota da importância dada à questão da "saúde"? Informa-te o máximo possível sobre os cuidados a ter antes e durante a viagem. No meu caso, por exemplo, consegui poupar 50€ na "Consulta do Viajante" acabando por os investir em bikinis extra! 

Passo a explicar... O facto de ter deixado a questão das vacinas e Consulta do Viajante para a "última da hora" (um mês e meio antes), resultou que só tivesse possibilidade de agendar uma consulta num hospital privado... Moral da história, informaram-me ao telefone que a consulta do viajante teria um custo de 50€, mais 3€ para um enfermeiro me administrar as vacinas, e ainda o custo individualizado por cada vacina que necessitasse... Por exemplo, a que eu precisava era a da Febre Amarela, então o total das despesas iriam rondar os: 73€. Agradeci e desliguei o telefone. Precisava de um plano B. 

Resolvi ligar para o Centro de Saúde de Sete Rios para saber se alguém me poderia dar a vacina. Informaram-me que sim, que o serviço abriria às 9 da manhã e que se eu quisesse ser das primeiras a ser atendida para chegar mais cedo e tirar senha. O custo seria apenas o valor da vacina - 20€. Só precisava de comparecer com uma prescrição médica da vacina, solicitada à médica de família no balcão do Centro de Saúde - custo do pedido: 5,50€ sem precisar de faltar ao trabalho! 

Dois dias depois, e um pouco antes das 9:30, estava pronta e saía com o documento "amarelinho" oficial que me permitirá entrar no país sem qualquer problema - Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia.
















 Depois deste piqueno stress pré-viagem, agora tenho tentado ler o máximo de informação possível sobre os cuidados a ter durante a minha estadia na ilha.

Deixo-vos com alguns conselhos que considero importantes:

  • Recomenda-se ao viajante que disponha de informações relativas à sua história clínica, tais como o grupo sanguíneo, alergias, estado cardíaco, medicamentos que toma regularmente ou indicação de qual a substância activa dos mesmos (dado que as respectivas designações comerciais variam). Há vantagem em viajar com o seu boletim de vacinas.
  • A apresentação dos certificados de vacinação é, por vezes, solicitada. A profilaxia da malária é recomendável. 
  • Evite consumir alimentos crus ou mal cozinhados e beber água não engarrafada. 
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, principalmente antes das refeições e após utilizar o banheiro. Na impossibilidade de lavagem das mãos utilize álcool gel;
  • Utilize sempre roupa leve mas comprida e repelente de insectos, para evitar picadas de mosquitos ou, nalguns parques, de moscas tsé-tsé (doença do sono). 
  • Utilizar insecticida nos dormitórios;
  • Não tome banho em rios ou lagos de água de doce, devido à presença de parasitas na água. 
  •  Os níveis de infecção pelo HIV atingem cerca de 6% da população adulta, pelo que deverá tomar particulares precauções. 
  • É aconselhável a realização de um seguro de saúde completo.
Queria apenas salientar o seguinte... Ainda não saí de Portugal e já estou toda mordida pelas melgas... Prevejo o pior, pessoas. Prevejo o pior...

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Summer loading...

Cara ragazza!!

Serei a única a sonhar com as férias de verão que se aproximam?! 



A eterna excitação, durante a contagem decrescente, funciona como um boost de energia extra numa rotina que se leva calma e tranquila. Agora, todos os minutos livres passaram a ser dedicados aos preparativos da viagem e esse mood transporta-me para o destino escolhido, mesmo quando nunca lá tenha estado...

Quem, como eu, devora guias de viagem é natural que o efeito surpresa nunca se compare ao do companheiro... Todavia, mesmo que eu continue a dedicar várias horas de leitura em busca dos must to do no paraíso, as cores "pantone", os cheiros e os sabores nunca poderão ser experienciados apenas através das palavras escritas...

Amanhã conto partilhar convosco algumas dicas sobre a preparação desta viagem, fiquem atentas!
#milesaddict

terça-feira, 30 de maio de 2017

Telhados de vidro, quem não os tem?

Cara ragazza!!

<<Preparem-se que isto hoje vai ser polémico!>>
(Depois não digam que não vos avisei...)

Escrevo-vos depois deste fim-de-semana o assunto em questão ter sido LI-TE-RAL-MEN-TE a gota de água.

Por diversas vezes, demasiadas até, tentei disfarçar o desconforto de certas perguntas com gargalhadas, silêncios ensurdecedores, fingir-me surda e até dar-me ao trabalho de enumerar argumentação sincera e lógica para mim (uma vez que se trata de um assunto sem respostas "certas" ou "erradas"). Afinal, cada um sabe de si e Deus sabe de todos, verdade?!

Todavia, nem sempre é isso que acontece... Ou eu não vivesse rodeada de pessoas que carregam consigo o direito e o dever de pregar aquilo que é a sua realidade aos outros. E espasmem-se! A maioria delas nem moral têm para abordar o assunto, mas isso não as inibe de libertarem os leões e ficarem a assistir à matança até ao fim.

Para quem ainda está longe dos 30 (falta uuummm!), não tem namorado certo, nem vive com ele há vários anos (basta 2/3 anos), ainda não atingiu a estabilidade financeira e uma vida plena e tranquila, talvez ainda não tenha adivinhado o tema do post. Mas eu dou uma ajuda - "ENTÃO NUNCA MAIS TENS FILHOS?"

Se alguém desse lado tiver encontrado a resposta certa para esta NÃO-pergunta, mas atenção, porque tem que ser um argumento que possa ser empregue em qualquer circunstância e dirigido a qualquer ser (des)umaninazado. Para ser perfeita só se for mesmo "curta e grossa"! Acreditem que vos ficaria eternamente grata!

Algumas das frases que retive do fim-de-semana que passou:
  • "Uau! Estás tão gira e fit! Já tinhas um filho!" --> Pergunto-me porque é que mesmo de forma (in)consciente um elogio poderia terminar de uma forma tão maldosa?! Porque será que a minha geração com filhos crê-se autoridade reguladora da natalidade dos demais? 
Afinal, eu nunca sugeri o aborto a alguém depois de saber da boa-nova. Mais, nunca ninguém me bateu à porta ou ligou a perguntar se deveriam ou não ter um filho. Então se a minha opinião nunca foi importante para avançarem com essa decisão porque raio os mesmos pares agora me massacram com o assunto?! Se querem mais filhos que os tenham eles! O primeiro é o que custa mais, verdade?! Então, força, o segundo vai ser cagada! Se a maternidade é mesmo a última coca-cola do deserto que continuem a engordar a vossa vida, repito A-VO-SSA-VI-DA!
  • "Já me davas um/a sobrinho/a para brincar com o/a...". Será que alguém acredita que um dia uma pessoa vai resolver ter um filho só para não viver com a consciência pesada de ver o sobrinho brincar sozinho?
  • À minha pergunta: "Novidades?" Resposta: "Então, quando tens filhos?" Silêncio envolto em gargalhadas. "Se tiveres daqui a dez anos, na escola do teu filho vão dizer que és a reformada..." --> Posto isto, pergunto-me porque raio alguém com uma irmã (quase da idade da minha mãe e sem filhos) e com 3 filhas (nenhuma delas sem filhos), inclusive uma delas mais velha que eu!!! Depois do choque, perguntei-me onde é que esta senhora tem moral para abordar este assunto? 
Regressei a casa a pensar se realmente alguém que tece este tipo de comentários poderá estar consciente que há por aí muitas mulheres, ao contrário de mim, que sofrem horrores por estarem expostas a tratamentos de fertilidade há vários anos! Ninguém, no seu estado normal, partilhará numa conversa de circunstância os momentos mais penosos a que está sujeito, principalmente a alguém tão insensível e insensato! 

Posto isto, vamos parar com estas perguntinhas, sim? Ah! E perguntinhas sobre casório também não são bem vindas, boa?!

A gerência agradece!
JM

quinta-feira, 23 de março de 2017

Colesterol - o (falso) vilão IV

Cara ragazza!!

Em jeito de despedida do assunto colesterol, acredito que seja importante perceber quais são afinal as causas das doenças cardiovasculares?

Infelizmente, a ciência ainda não evoluiu o suficiente para nos responder de forma curta e concisa a esta dúvida. Por ser tratar de um assunto tão complexo e multifatorial, torna-se impossível responsabilizar apenas o colesterol pelas doenças cardíacas. Afinal, depois de tudo o que foi dito até agora, fica claro perceber que na maioria dos casos, o colesterol "alto" não foi o principal responsável pelos episódios cardiovasculares. Mas sim a conjugação destes vários factores:
  • Tabaco;
  • Doenças inflamatórias crónicas;
  • Doenças auto-imunes;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Poluição;
  • Stress;
  • Diabetes (diabéticos tendem a ter os valores de LDL mais baixo e consequentemente tende a ser mais propensos a acidentes cardiovasculares e morrem mais do coração);



Posto isto, a partir de agora, o ideal será sempre prestar atenção a todos os indicadores mencionados acima, antes de culpabilizar o pobre coitado do colesterol por todos os ataques cardíacos que as pessoas sofrem. Uma vez que colesterol não é doença, ao contrário do tabagismo, obesidade, diabetes, etc e tal... Mas para quem ficou curioso de ver o Dr. Souto ao vivo e cores a explicar todos estes pontos, sugiro que cliquem neste vídeo.


Os mais curiosos não deverão perder os seguintes posts do Dr. Souto:

O que fazer no caso da Low-Carb aumentar o colesterol: 
  1. Remova o "café blindado" da sua dieta - O "café blindado" é composto pela adicção do óleo de coco, natas ou manteiga à xícara de café.
  2. Troque algumas gorduras saturadas por monoinsaturadas - Gorduras monoinsaturadas, tais como as encontradas no azeite, abacates e castanhas, podem ter efeitos redutores de colesterol se comparadas às gorduras saturadas.
  3. Abandone a cetose e coma mais comidas de verdade ricas em fibrasApesar de a cetose poder ter muitos benefícios incríveis, ela definitivamente não é para toda a gente. Outras maneiras de se baixar os níveis de colesterol incluem comer comidas ricas em fibras solúveis ou amido resistente, e tomar um suplemento de niacina.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Colesterol - o (falso) vilão III

Cara ragazza!!

Quem já se cansou do tema colesterol? Infelizmente, ainda não poderei ficar por aqui, porque é importante não deixar de alertar para os perigos dos valores (verdadeiramente) altos de colesterol no sangue... E como reverter de forma natural essa situação no organismo. 




Num outro podcast dedicado ao tema, o Dr. Rodrigo questiona o Dr. Souto sobre os valores de um leitor do blog: low carb há 5 meses, com Colesterol Total 424, HDL 60, LDL 338 e triglicerídeos 130. Importa referir que o médico deste paciente constatou que o leitor sofre de uma doença chamada dislipidemia hereditária familiar. No caso dele, é o número 3 (grave) e como tal terá que tomar medicamentos para o resto da vida, para baixar o colesterol. 

Posto isto, o Dr. Souto pergunta-se se é mesmo necessário realizar um dieta low carb high fat uma vez que o leitor não pretende perder peso. Indicando que se o objectivo é pura e simplesmente aumentar a saúde, bem-estar e longevidade, o mais apropriado para ele é seguir uma deita paleo. No fundo, se ele não é diabético nem sofre com excesso de peso então não se justifica uma restrição tão severa dos carboidratos. 

Porém, uma vez que o colesterol está fortemente associado ao consumo de gorduras ele obriga-nos a reflectir sobre o termo “high fat”. Começa por dizer que alguns autores da língua inglesa adoptaram uma nova designação  de  “LCHF” trocando o High pelo Healthy, resultando em “Low Carb Healthy Fat” – ou seja, baixo carboidrato e gordura saudável. E eu não poderia estar mais de acordo.  

O “high fat” que nós traduziríamos como “alta gordura” às vezes acaba sendo interpretado de uma forma pouco adequada. Uma dieta de baixo carboidrato será high fat quando comparada com a quantidade de gordura na dieta que a maioria das pessoas faz. Uma vez que a maioria das pessoas come tudo desnatado, procura as versões com restrição de (ou sem) gordura, tira a pele do frango, come apenas a clara do ovo. A maior parte das pessoas que busca isso acha que está fazendo bem para a sua saúde... 

A dieta que propomos aqui é uma dieta high fat (de alta gordura). Mas muita gente interpreta “high fat” como “quanto mais gordura melhor”. “Se um pouco de uma coisa é bom, muito dela deve ser melhor...”. E Isto normalmente não é verdade. Uma vez eu atendi um casal no consultório. Os dois queriam fazer uma dieta low carb para perderem peso. Então, eu os orientei nesse sentido. Dois meses depois, os dois retornaram e tinham perdido peso. Normalmente, o homem perde mais peso do que a mulher, como aconteceu naquela situação. A mulher disse: “Doutor, eu acho que ele está exagerando na gordura.” Eu perguntei: “Porquê?” Ela disse: “Quando vamos comer uma picanha, eu corto fora a capa de gordura, porque eu não gosto. Ele come a picanha dele com a capa de gordura e come a capa da minha picanha também.” Eu disse para ele: “Eu acho isso realmente um exagero.” A capa de gordura pura não tem uma alta densidade nutricional. Aquilo é só gordura. Aquilo seria como comer manteiga ou beber azeite. Não tem muito sentido comer gordura pura – seria como consumir exclusivamente calorias sem muitos nutrientes. É diferente de comer a carne (que tem uma densidade nutricional altíssima) e comer as gorduras entremeadas nas fibras da carne, mesmo que eu tire a capa grossa de gordura. A resposta do marido desse casal foi: “Mas o senhor disse que podia comer gordura.” Ele tinha entendido que quanto mais gordura, melhor. 

Nisso a genética manda: tem pessoas que podem comer quantidades muito grandes de gordura e mantêm seus lipídeos normais e mantêm o colesterol em níveis aceitáveis. Já outras pessoas, se consumirem uma quantidade grande de gordura vão poder desenvolver um quadro de dislipidemia como esse. Para dizer que isso é uma hipercolesterolemia familiar, teria que saber desse nosso ouvinte se o colesterol dele já era assim antes dele fazer a dieta. Pela pergunta, tenho a impressão de que não. Se ficou assim depois, não tem cabimento resolver isso com remédio. O ideal seria modificar sua dieta para resolver o problema. 

Sim, 400 de colesterol é um problema. Nós já falamos que o colesterol total isoladamente não é uma métrica importante. Ele praticamente não tem valor preditivo no que diz respeito a doenças cardiovasculares. Temos que avaliar o colesterol total junto com o HDL e com os outros marcadores. Se uma pessoa tem 230 de colesterol total e 70 de HDL, ela não precisa fazer nada para baixar seu colesterol porque a relação entre colesterol total e HDL (um dividido pelo outro) está excelente. Uma boa parte da “elevação” do colesterol total da pessoa é às custas do HDL, que é uma coisa boa. Se a pessoa tivesse 180 de colesterol e um HDL de 30 estaria num risco cardiovascular muito maior do que uma que tem 230 e HDL de 70. Então, é comum numa dieta low carb que a pessoa tenha uma elevação do colesterol total concomitantemente a uma elevação do HDL. Isso é até uma evolução favorável. 

Obviamente, isso não se compara com a situação desse nosso ouvinte que está com 400 de colesterol total, e 300 e tantos de LDL. Isso é sim um fator de risco cardiovascular. Isso não pode ficar dessa forma. Mas eu repito: se não era assim antes, por que ele teria que tomar remédio o resto da vida? 

Nestas situações, o Dr. Souto sugere o seguinte:
  1. Descobrir se o “high fat” não está sendo sobrevalorizado no sentido de ele estar a consumir mais gordura do que o recomendável, acrescentando mais gordura além da gordura natural dos alimentos. 
  2. Se efectivamente se prova que ele tem tendência familiar (hereditária) a dislipidemia, ele deverá fazer modificações nos seus hábitos alimentares. Tais como: evitar a gordura das carnes gordas, diminuir a quantidade de bacon, banha, manteiga ingeridas. Priorizar o consumo de peixe (salmão e sardinha), frutos do mar, nozes, castanhas, abacate, azeite, e outras gorduras insaturadas.

Apesar dos alimentos mencionados acima possuírem altos níveis de gordura, são todos eles gorduras saudáveis. A tolerância alimentar de cada indivíduo é que irá indicar quanto uma pessoa pode consumir determinada gordura sem nunca desenvolver uma alteração nos lipídeos. Alguém que desenvolve uma dislipidemia com 300 de LDL e 400 de colesterol total não pode comer a quantidade de carne gorda que talvez outras pessoas possam. Isso não significa que a pessoa tenha que abandonar uma dieta low carb. Significa que ela tem que fazer uma dieta low carb com gorduras saudáveis (healthy fats). As mono insaturadas e as insaturadas presentes nos alimentos tendem a ajudar nesse sentido.

terça-feira, 21 de março de 2017

Colesterol - o (falso) vilão II

Cara ragazza!!

Continuando o assunto do Colesterol, sugiro que oiçam o podcast com o Dr. Souto e Dr. Rodrigo Polesso para compreenderem melhor como devem olhar para o maior indicador de gorduras no sangue...



Através do exemplo mencionado no podcast, resolvi fazer, eu própria, as minhas contas e descobrir se estava ou não em risco cardiovascular. Antes de mais, importa referir que ao contrário do Brasil, onde o valor de referência de colesterol se encontra ainda nos 200, em Portugal este número já baixou um pouco mais, situando-se agora nos 190. (E algo me diz que esta descida, que começou nos 220, continuará num futuro próximo...) 

Ainda assim, é sabido que estes valores de referência não diferenciam as pessoas mais ou menos propensas a sofrerem de doenças cardiovasculares. Contudo, a divisão dos resultados das frações LDL e HDL ajudaram os cientistas a definir quais as pessoas em maior situação de risco. Tudo isto através da divisão do LDL (mau) pelo HDL (bom). Fazendo as minhas contas: 277:91 = 3,04. Segundo o Dr. Souto, o resultado ideal é um índice menor que 4,5. E se a este resultado ainda formos dividir os triglicérides pelo HDL (46:91 = 0,5) e se o valor for inferior a 2, reforça o indicador de que a pessoa não está em risco cardiovascular. Logo, se ainda sei ler e contar, estou completamente fora de perigo. Mesmo com o colesterol mau de 277!!

Para resumir o assunto, o Dr. Souto vai mais longe e conclui: uma pessoa de 70 quilos é gorda ou magra? Obviamente, depende da altura. Se for uma mulher de 1 metro e 50, ela estará com sobrepeso. Se for um homem de 1 metro e 80 com 70 quilos, ele é muito magro. Então, o colesterol 225 da nossa leitora, é alto ou baixo? Não adianta olhar para o valor de referência do laboratório. Depende. Como é o HDL? Como são os triglicerídeos? Como é a glicose? Como é o resto? Mas, falando só sobre esse índice, como é o HDL? Vamos fazer 225 dividido por 45. Deu 5. O ideal é um índice menor do que 4,5. Abaixo de 5 não é péssimo. Vou fazer uma comparação. Vou pegar os 225 de colesterol total dela e ver quanto daria se o HDL fosse 52. Daria 4,3, menos do que 4,5. Então, ela tem razão. Aumentar o HDL é um objetivo mais interessante do que diminuir o colesterol total. 

Normalmente, uma dieta low carb tende a produzir um aumento de HDL. A atividade física também tende a produzir um aumento de HDL. Então, o que podemos sugerir é que ela siga nessa linha de atividade física e cuidando da alimentação. Mas ela precisa saber que às vezes existem limites que a genética impõe nos níveis de HDL. O principal é que os fatores de risco devem ser vistos como um todo. Se a pessoa perdeu peso, ela diminui o risco. Se ela perdeu centímetros da cintura, diminuiu ainda mais o risco do que em todas as outras coisas que falamos até agora. Se ela faz atividades físicas, ela diminuiu o risco em comparação com uma pessoa sedentária. 

Capisce minha gente?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Colesterol - o (falso) vilão I

Cara ragazza!!

Depois de ter passado o último mês a informar-me intensamente sobre o "vilão" Colesterol, resolvi partilhar convosco alguns dos pontos fulcrais deste indicador e desmistificar o drama da morte anunciada numa pessoa com valores acima dos considerados normais (actualmente acima dos 190. Sim porque este número tende a diminuir de ano para ano (220), outro dado curioso ha?! #sóquenão). 


Primeiramente, importa referir que se a medicina tradicional estivesse efectivamente correcta, eu estou em risco de enfarte cardíaco praticamente há quatro anos. Apesar de nunca, repito NUNCA, ter estado acima do meu peso ideal (tendo em conta a altura), e sempre ter apresentado: uma glicemia boa (valores de açúcar no sangue baixos - o excesso deste provoca diabetes), uns triglicérides óptimos (valores de gordura no sangue baixos - o excesso deste provoca a gordurinha localizada), e um HDL sempre fantásticos (valores altos do colesterol "bom"), as minhas análises de há quatro anos para cá mostram insistentemente que estou em risco de panicar a qualquer momento, afinal o meu colesterol LDL (o colesterol "mau") está sempre acima do que é considerado normal pelos médicos (277). 

Posto isto, a minha pergunta é a seguinte: Como pode uma magricela como eu (palavras da médica de família e da ginecologista*) estar, supostamente, em risco de sofrer um ataque cardíaco devido ao excesso de gordura no sangue se não tem gordura suficiente no organismo para entupir os vasos sanguíneos?! Resumindo e baralhando, a indústria farmacêutica encontrou aqui MAIS um motivo mirabolante para nos aprisionar a medicamentos vitalícios e encher-lhes o cofre até ao nosso fatídico dia...

Ainda assim, convenhamos que estou consciente que os meus valores 277 de LDL são completamente diferentes de uma pessoa com excesso de peso, com risco de diabetes e colesterol HDL baixos. Ou seja, cada caso é um caso, e todos os cenários devem ser avaliados individualmente. Afinal, a gordura que corre nas minhas veias (gorduras saturadas) não são seguramente as mesmas que as de um obeso (gorduras trans). Logo, para quem já entende um bocadinho da dieta Low-Carb-HIGH-FAT (baixa em carboidratos e alta em gordura), o medo das gorduras (boas) já foi dissipado há muito tempo. Como tal, viver em pânico com a sentença de morte declarada pelo Colesterol "mau" é só a maior anedota de 2017.

Amanhã continuarei este tema mostrando várias evidências cientificas que provam que a sociedade contemporânea é uma escrava submissa dos medicamentos impingidos pela indústria. Porque medicamentos vitalícios só provam o seguinte:
  1. A não existência concreta de doença. Diabetes e colesterol não são um vírus capazes de serem extraídos dos teu organismo através de um tratamento medicinal, como é o caso da gripe ou do cancro. Como tal, uma simples reeducação alimentar poderão ser suficientes para viveres uma vida plena e saudável.
  2. Será sempre mais fácil tapar as pe(as)neiras com comprimidos do que descobrir e tratar efectivamente o problema na raiz. Muitas vezes só precisamos de aprender a comer para corrigir e suprimir os indicadores negativos que as análises nos relevaram. 
  3. Se existem alimentos que reconhecemos que nos fazem mal para quê continuarmos a ingeri-los só porque alguém nos receitou um comprimidinho milagroso?! 

*segundo a própria, até estou demasiado magra para engravidar.